A jovem Beatriz Pires Meneghetti, que tem raízes em Barra de São Francisco – é sobrinha do ex-prefeito Alencar Marim e da educadora Janine Meneghetti Marim -, mas estuda no Ifes de Vila Velha, conquistou, junto com um grupo de colegas, o 2º lugar na categoria Ciências Exatas da Terra, o melhor projeto do Espírito Santo na 21ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), encerrada no final da semana passada no Inova USP, em São Paulo (SP).
O prêmio ainda dá direito ao grupo de participar da International Science and Engineering Fair (ISEF) uma Feira Internacional de Ciências e Engenharia realizada todos os anos, em maio, nos EUA e considera a maior feira de ciências do mundo, com tudo pago.
É a maior feira para estudantes que ainda não chegaram ao nível universitário. Estudantes de várias partes do mundo participam da mostra com seus projetos.
Além da participação na ISEF, a equipe ganhou também vaga em um programa de imersão científica em Haifa, Israel.
Leia o texto de Beatriz:
“Boa noite! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Na última semana, passei aqui e em outros grupos através de meus pais ou diretamente, pedindo que divulgassem meu projeto científico junto de duas outras meninas.
Gostaria primeiro de agradecer a Deus, que me proporcionou experiências maravilhosas e me deu a oportunidade de conhecer pessoas muito boas lá também. Deus é muito generoso comigo, e manifesta essa generosidade no coração de cada um de vocês quando divulgaram meu vídeo e o assistiram.
Graças a Deus e a vocês, pude não só ir para o evento, mas também ganhar várias premiações.
Conto com as orações de todos para que se cumpra tudo aquilo que for da Vontade (sempre perfeita) de Deus.”
Sobre o projeto
Estiveram em exposição 225 projetos finalistas, desenvolvidos por 516 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todos os Estados brasileiros e do Distrito federal.
Beatriz, Pamela Nunes Avelar e Yasmin Ferrari Altoé Francisco desenvolveram o projeto “Nanoemulsões a partir de óleos essenciais: uso da nanotecnologia como solução sustentável na agricultura”, que busca a utilização de tecnologias sustentáveis a partir da nanotecnologia e de produtos bioativos de origem vegetal em substituição aos pesticidas químicos. O projeto é finalista na categoria Ciências Exatas e da Terra, subcategoria Química.
“Um dos grandes problemas na agricultura é a utilização de pesticidas químicos com a finalidade de aumentar a produção para atender a alta demanda de alimentos no mundo. No entanto, o uso indiscriminado destes insumos leva a danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde. Com isso, tem-se buscado alternativas para desenvolver uma agricultura mais sustentável, com a utilização de substâncias de origem natural para o controle de fitopatógenos. Dentro das diversas problemáticas em que a pesquisa pode atuar, o presente projeto visa desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis a partir da nanotecnologia e de produtos bioativos de origem vegetal”, descreve a apresentação do projeto.
“Baseado em estudos da literatura a respeito dos compostos químicos presentes na composição dos óleos essenciais de Cymbopogon winterianus (citronela), Cymbopogon flexuosus (lemongrass) e Mentha piperita (hortelã-pimenta), eles foram selecionados com o objetivo de integrarem nanoemulsões bioherbicidas e antifúngicas a partir da utilização de técnicas de baixo aporte de energia. Posteriormente, as nanoemulsões que produziam o efeito Tyndall e estabilidade à análise macroscópica foram selecionadas e foram realizados testes de estabilidade, como a análise de pH, turbidimetria, índice de refração, tamanho de partículas, assim como análises de estabilidade temporal e testes da nano sob influência de temperatura variadas. Por fim, para conclusão do projeto serão realizados os testes de atividades antifúngica frente a Aspergillus sp. e Rhizopus sp., assim como os testes de alelopatia em sementes de Panicum maximum (colonião), Cyperus rotundus (tiririca), Bidens pilosa (picão-preto) e Lactuca sativa L (alface). O resultado esperado é a utilização das formulações das nanoemulsões estáveis em uma futura produção em larga escala, sendo as mesmas aliadas da agricultura através de suas funções herbicidas e fungicidas”. (Da Redação)
Nesses dias passei por aqui pedindo que fizesse o favor de contribuir com minha sobrinha Beatriz Pires Meneghetti, assistindo um vídeo (esse era um critério de pontuação) em que o grupo de estudo que ela é integrante, apresentava seu projeto que estava concorrendo numa feira científica em nível nacional em SP. (Da Redação)






















