A violência preocupa, especialmente pela atuação de facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas, que promovem ataques e, cada vez mais, mortes de inocentes no Espírito Santo.
O número de homicídios, porém, continua em queda no Estado: 12,9% a menos do que no mesmo período de 2024, até 26 de agosto, quando haviam sido registros 574.
O número de homícidios no Estado chegou a 500 em 2025. No ano passado, essa marcada foi alcançada (e ultrapassada) no dia 21 de julho. Portanto, há um “delei” de 35 dias em 2025 em relação a 2024.
A média diária tem sido de 2,1 homicídios, projetando 767 ocorrências para o ano, o que daria uma taxa de 18,69 homicídios por grupos de 100 mil pessoas.
A se confirmar essa projeção, o Espírito Santo bateria mais um recorde de redução, ficando abaixo de 800 homicídios pela primeira vez em 29 anos.
Ao final de 2024, o Estado registrou 852 crimes dessa natureza, pela primeira vez abaixo de 900 em 28 anos. A redução em relação a 2023 foi de 12,8%.
Nesta terça-feira (26), o Estado teve três homicídios: em São Torquarto, Vila Velha; em Central Carapina, Serra; e em Nova Bethania, Viana. Os crimes de Vila Velha e Serra foram durante o dia, o de Viana foi à noite.
CONFRONTOS
O que chamou a atenção neste início de semana foram as mortes por confronto com a Polícia. Na segunda-feira (25), um jovem de 21 anos, com passagens pela Polícia desde a adolescência, morreu no Bairro da Penha, quando policiais militares revidaram disparos feitos contra eles numa operação.
Nesta terça-feira (26), um adolescente de 15 anos atirou contra policiais militares, que responderam e ele acabou morrendo. A ocorrência foi no bairro Santos Reis, uma comunidade da Grande São Pedro, na zona Oeste da Ilha de Vitória.
Essas duas mortes provocaram uma série de revides de membros da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), que, de acordo com informações da Secretaria de Segurança, foi responsável pelo ataque que no último domingo (24) atingiu, por engano, uma família que voltava da praia dem Balneário Carapebus e provocou a morte da menina Alice Rodrigues, 6 anos de idade.
Ônibus foram atacados e queimados na região em torno do Bairro da Penha no primeiro dia e outros seis também foram queimados por membros da facção na Rodovia Serafim Derenze.
As facções estão em guerra entre si e o Estado capixaba está em guerra com as facções. É o que se depreende de seguidas declarações do comandante da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, mandando recados explícitos aos criminosos para que não recebam a Polícia a tiros.
“Estamos bem armados e preparados. Nossos policiais têm ordem de revidar à altura a qualquer agressão. Se atirar na polícia, vai ter volta e vocês vão deitar”, alertar Caus.(Da Redação)





















