A mineira de Mutum (MG), dona Maria Rita Pereira, 116 anos completados no dia 15 deste mês, tem tudo para ser a mulher viva mais idosa do planeta, inclusive documentação (Saiba mais abaixo). Mas, o custo de entrar com o processo de reconhecimento da idade dela no Guinnes Book, acaba por colocar uma espanhola, Maria Branyas Morera, de 115 anos, como a pessoa mais velha do mundo.
Maria nasceu em 4 de março de 1907. A família dela é de espanhóis, mas ela nasceu na Califórnia, nos Estados Unidos.
Em 1915, a família decidiu voltar para a Espanha, e ela vive na região da Catalunha desde então.
Quando ela tinha 29, começou a Guerra Civil Espanhola — segundo a emissora Sky News, Maria disse que tem “memórias muito ruins” da guerra.
Não foi o único período difícil que ela viveu: em 2020, ela foi infectada com Covid-19 poucos dias depois de completar 113 anos.
Ela se casou com um médico espanhol em 1931, e o casal teve três filhos, 11 netos e 13 bisnetos.
Maria vive em um asilo para idosos há 22 anos —também segundo o Sky News, o estabelecimento afirmou que ela está em boas condições de saúde e que está surpresa e grata à atenção que recebeu.
Ela se tornou a pessoa mais velha do mundo depois da morte da freira francesa irmã André, no dia 17 de janeiro, aos 118 anos.
Maria conta com a ajuda de uma filha para manter um perfil no Twitter.
Na rede social, ela comemorou a chegada de 2023: “A vida não é eterna para ninguém, na minha idade, um ano novo é um presente, uma celebração humilde, uma nova aventura, uma jornada bonita, um momento de felicidade; vamos aproveitar a vida juntos”.
Ela também dá alguns conselhos no Twitter. A longevidade, ela diz, é resultado de ordem, tranquilidade, boas conexões com a família e amigos, contato com a natureza, estabilidade emocional, não se preocupar demais, não se arrepender, se manter positiva e, no fim, “ficar longe de pessoas tóxicas”.

História de dona Maria Rita
Dona Maria Rita Pereira nasceu na região do Contestado, em 15 de janeiro de 1907, no município hoje conhecido por Mutum (MG). Maria Rita veio, inicialmente para a região leste de Minas, ainda bem jovem, montada em lombo de burros ou mulas, únicos meios de transporte de alimentos e outras provisões daquele tempo e morou por vários anos em São João do Manteninha (MG).
As tropas saíam da região de São Manoel do Mutum em direção ao “norte”, como era chamado o promissor Patrimônio de São Sebastião (hoje Barra de São Francisco), subindo pelo rio José Pedro, até alcançar o rio Manhuaçu, onde atravessavam o rio Doce, em balsas, e seguiam por Baixo Guandu e Pancas, ou mesmo por Resplendor até alcançarem a região.
Ela também viveu em Ecoporanga durante um tempo e, pelos cálculos da filha Zenilda, a dona Santa, vive em Barra de São Francisco há cerca de 37 anos.
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