Fã do atual mandatário da República, Jair Bolsonaro, o deputado eleito nos Estados Unidos, George Santos, 34 anos, está a cada dia mais perto de perder o cargo ou até ser preso por mentir várias vezes no currículo apresentado à Justiça Eleitoral Norte-americana. Depois de negar que tenha cometido crimes nos Estados Unidos ou no Brasil, ele acabou admitindo que ‘embelezou’ currículo. (Saiba mais abaixo)
Em 2008, Santos foi acusado em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, de comprar sapatos usando cheques roubados. A Justiça pediu a prisão preventiva dele, mas ele nunca se apresentou e o caso foi arquivado em 2011.
Em entrevista ao Jornal Nacional, esta semana, o empresário Bruno Simões disse que foi a vítima do estelionato.
“Era muito dinheiro. Tive que arcar com esse custo. Eu fiquei na época desesperado para tentar localizar o até então Délio, hoje, George e para mim foi um crime terrível, porque ele usa de boa-fé, de simpatia, o sorriso. Eu até me choquei um pouco com a imagem, porque eu nem lembrava quem ele era, mas quando eu vi a imagem dele agora recentemente ali eleito como deputado para mim continua sendo o mesmo jovem estelionatário. Acho que vai ser muito desonroso para nós, brasileiros, ter o primeiro representante brasileiro, filho de brasileiro, no Congresso americano sendo réu e sendo um criminoso por estelionato. Eu espero que a Justiça brasileira, o MP consiga de fato alcançá-lo, mas caso isso não aconteça que pelo menos a americana cumpra o seu papel”, afirma o empresário.
Fã de Bolsonaro e Trump
Segundo o The New York Times, a narrativa de que Santos seria a “incorporação completa do sonho americano” e concorreu para protegê-lo é, em grande parte uma ficção, que contribuiu para que o partido Republicano conquistasse uma estreita maioria na Câmara dos Deputados daquele país.
O congressista eleito é apoiador de Trump, próximo de nacionalistas brancos e teóricos da conspiração de extrema-direita e também apoiou Jair Bolsonaro (PL/RJ) para a presidência. Recentemente encontrou-se com Eduardo Bolsonaro (PL/SP).
A vitória histórica do deputado, em um distrito democrata no Estado de Nova York, agora é colocada em xeque.
Líderes do partido dele preferem manter distância, e parlamentares democratas pedem uma investigação e defendem até a renúncia dele. Santos já disse que não vai renunciar.
Apesar da pressão, a Câmara só poderia impedir que Santos tomasse posse se tivesse violado requisitos constitucionais de idade, cidadania e residência. Mas depois que assumir o cargo, em três de janeiro, ele pode ser investigado.
O Jornal Nacional tentou contato com George Santos, com o assessor e também com o advogado dele, mas não obteve resposta.
O filho de brasileiros eleito deputado nos Estados Unidos admitiu, pela primeira vez, ter mentido sobre o currículo que divulgou quando era candidato.
O deputado eleito como um exemplo do sonho americano confessou que mentiu para chegar lá. George Santos, de 34 anos, é filho de uma faxineira e de um pintor que imigraram do Brasil. Foi um dos mais jovens e o primeiro republicano abertamente gay eleito para a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, no mês passado.
Durante a campanha, ele disse que se formou na Faculdade Baruch, em Nova York, trabalhou no Goldman Sachs e no Citibank, e que fazia uma fortuna com 13 propriedades que tinha.
Em entrevista à TV Globo antes da eleição, Santos se gabava por ser qualificado justamente por ser um executivo de sucesso. “Hoje, eu sou um executivo que já ocupei cargos altíssimos no mercado financeiro dos Estados Unidos. Eu não fui nomeado candidato pelo partido porque eu sou gay, eu fui nomeado porque sou qualificado”, disse.
Na semana passada, uma investigação do jornal The New York times revelou que história não era verdade. Nesta segunda (26), Santos quebrou o silêncio e concedeu uma série de entrevistas à imprensa americana em que admitiu que nunca cursou uma universidade, não trabalhou para grandes bancos e nem possui propriedades.
Ao site City and State New York, ele disse: “Eu embelezei meu currículo? Sim, e eu me arrependi, mas eu não sou uma fraude”. (Da Redação com Jornal Nacional)


























