O prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos, alertou, no início do ano passado, para o fato de que o déficit de moradias em Barra de São Francisco vinha crescendo e poderia faltar imóveis para alugar no município, principalmente por causa da vinda das ferrovias que vão passar pelo interior do município e vão atrair muitos outros investimentos.
Mas, o que o prefeito não contava era que a crise imobiliária chegaria bem antes. Nesta segunda-feira, 13, por exemplo, o português Pedro Alegria estava em busca de uma quitinete para alugar e disse que estava encontrando muita dificuldade.
No final de semana, nossa reportagem deparou com algumas mulheres perambulando pelo bairro Campo Novo à procura de uma casa para alugar. Uma das mulheres disse que está há duas semanas procurando um imóvel e não consegue. “Estou morando de favor, na casa de uma parente, mas preciso alugar logo um imóvel, par trazer a mudança”, disse ela, que veio de Vitória para trabalhar na cidade.
A própria Prefeitura está tendo dificuldades para encontrar imóveis para abrigar órgãos ou secretarias.
“O custo médio do aluguel de uma quitinete, antes da pandemia, atingia R$ 600 a R$ 700, chegou a cair para R$ 300 nos últimos anos, mas a partir de 2022 o valor começou a subir de novo e hoje já está em torno de R$ 500 a R$ 600, quando se acha para alugar”, comenta um corretor de imóveis.
Casas caras
Atualmente, os poucos imóveis que não estão ocupados por empreiteiras – só uma delas tem quatro casas alugadas para colaboradores -, por órgãos municipais são imóveis de luxo, com alto custo do aluguel e inacessíveis à maioria dos trabalhadores.
“Só estão restando imóveis para alugar em bairros como o Colina e o Cruzeiro, onde a criminalidade é alta e os imóveis são de baixa qualidade”, lamenta outra recém-chegada ao município.
Programa habitacional
A preocupação do prefeito Enivaldo dos Anjos com o problema, o levou a aprovar, ainda no ano passado, um projeto para construção de casas populares e uma secretaria – de Habitação e Regularização Fundiária – para cuidar do setor. (Da Redação)





















