As recentes mortes de dois imigrantes, sendo uma menina panamenha de oito anos e de um menino hondurenho de 17 anos, que estavam sob supervisão do governo dos Estados Unidos, levantaram novamente questões sobre como as autoridades estão preparadas para lidar com emergências médicas sofridas por imigrantes que chegam ao país, principalmente em locais onde as agências lutam contra a superlotação nas instalações ao longo da fronteira sul.
De acordo com as informações, uma corrida para a fronteira antes que a regra conhecida como Título 42 expirasse, alimentou um aumento acentuado de pessoas sob custódia. Além disso, a crescente presença de famílias e crianças desacompanhadas na última década levou às autoridades enormes responsabilidades relacionadas a atendimento médico.
A mais recente morte foi de Anadith Tanay Reyes Alvarez, a menina de oito anos. Ela estava sob a custódia do CBP em Harlingen, no Texas, e morreu no dia 17 em um hospital. A morte ocorreu nove dias depois que a sua família foi colocada sob custódia. O máximo de tempo permitido é de 72 horas de acordo com a política da agência.
O CBP admitiu que a família disse aos agentes que a menina tinha um histórico de problemas cardíacos e anemia falciforme. Ela foi diagnosticada com gripe no sexto dia de detenção e isso fez com que a família fosse transferida para outra instalação.
A mãe, Mabel Alvarez Benedicks, disse que os agentes ignoraram várias vezes os apelos para hospitalizar sua filha, pois ela sentia dores nos ossos, lutava para respirar e não conseguia andar. “Minha filha só foi levada para a ambulância depois de cair mole e inconsciente e sangrando pela boca”, afirmou.
A mãe acrescentou que os agentes lhes disseram que o diagnóstico de gripe não exigia cuidados hospitalares. (Brazilian Times)





















