A notificação de casos de dengue em Barra de São Francisco voltou a ter um pico na última semana epidemiológica, de acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Mesmo com toda a mobilização dos agentes de Vigilância Ambiental e Saúde e de várias secretárias municipais, a última semana apontou a notificação de 416,57 por 100 mil habitantes e chegou à média de 1.361,71 notificações nas últimas quatro semanas, muito perto da média estadual, que em 1.379,19 casos por 100 mil habitantes entre a primeira semana deste ano e a semana encerrada em 18 de março. Foram confirmados 16 óbitos neste período.
Além da mobilização geral dos agentes que estão trabalhando, inclusive, nos distritos, com recolhimento de materiais que possam acumular água e verificação de residências com apoio também de adolescentes do Projeto Jovem do Futuro, as secretarias municipais de Serviços e Limpeza Pública e a da Fazenda, estão percorrendo a cidade e fazendo a limpeza de terrenos baldios e lotes vagos, além de notificar os proprietários para que não joguem lixo nesses locais ou em via pública.

Procurar um posto de saúde
Com o crescente aumento de casos notificados de doenças causadas pelo Aedes aegypti no Espírito Santo, como a chikungunya e Zika, e, especialmente a dengue, a Secretaria da Saúde (Sesa) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), orientam que, ao início de qualquer sintoma, como febre, dores de cabeça e no corpo, a população busque pelo serviço de saúde mais próximo, como nas Unidades de Saúde Básica de seu bairro, além do início imediato da hidratação.
O Espírito Santo soma até esta terça-feira, 28, mais de 68 mil casos notificados de dengue, mais de 4 mil casos de chikungunya e mais de 3 mil casos de Zika.
“A ingestão de líquidos pode e deve ser iniciada aos primeiros sintomas, ainda em casa, e ajuda a prevenir o surgimento de desidratação e na recuperação do paciente. Junto com esse processo, é preciso procurar o atendimento médico na unidade de saúde mais próxima de sua residência”, informou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin.
A hidratação oral realizada de forma precoce, seja com água, sucos, chás ou soro caseiro, ajuda a evitar o desenvolvimento da causa mais grave das doenças, em especial da dengue, uma vez que as infecções causadas pelas arboviroses provocam uma resposta inflamatória que pode levar à saída de líquidos de dentro dos vasos sanguíneos em diferentes graus e quantidades, e provocar a desidratação. Só há uma exceção: bebidas alcoólicas.
Segundo o Ministério da Saúde, para os pacientes com dengue, o volume total de líquidos ingeridos para hidratação varia de três a quatro litros para uma pessoa com 50 kg, e até seis a oito litros para alguém com 100 kg. Para crianças, essa média varia de meio litro para crianças com 10 kg até dois litros, para crianças de 40 kg. Por isso, a importância de iniciar a hidratação em casa e buscar pelo atendimento médico, que indicará a quantidade ideal para cada caso.
“Os médicos e enfermeiros das unidades de saúde poderão ainda orientar de forma mais precisa quais condutas o paciente deverá tomar em caso de suspeita de alguma das arboviroses. Por isso, pedimos e reforçarmos que, ao surgimento de qualquer sintoma como febre, dor de cabeça, dor no fundo do olho, dor muscular, dor abdominal, dor nas articulações, procure o atendimento médico”, disse Reblin.
O subsecretário ressalta ainda que os cuidados com a limpeza devem ser mantidos, uma vez que são aliados da população para a eliminação de possíveis focos e criadouros do mosquito, como varrer bem os quintais e colocar areia em pratinhos de plantas. Além do uso de repelentes como medida de proteção contra a picada do mosquito.
Atenção especial voltada às crianças em caso de dengue
O Aedes aegypti não faz distinção de idade, gêneros, tamanhos. E as crianças, em muitos casos, especialmente, aquelas que ainda não sabem falar, também correm risco de serem contaminadas.
Em relação à dengue, é importante que os pais e responsáveis estejam atentos a quaisquer mudanças no comportamento de crianças e adolescentes e aos sintomas por eles apresentados.
Na maioria das vezes, a doença pode se apresentar como uma síndrome febril com sinais e sintomas inespecíficos como apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nos menores de 2 anos de idade, especialmente em menores de 6 meses, os sintomas como dor de cabeça, dores musculares e dores articulares podem manifestar-se por choro persistente, fraqueza e irritabilidade, geralmente com ausência de manifestações respiratórias, podendo confundir com outros quadros infecciosos febris, próprios desta faixa etária.
E a hidratação também deve ser realizada, de forma precoce e abundante com líquidos e soro de reidratação oral, oferecendo com frequência, de acordo com a aceitação da criança, assim como a ida à unidade de saúde para o acompanhamento médico. (Da Redação com Secom/ES)























