
A geração de empregos formais em Barra de São Francisco teve novo crescimento excepcional em março deste ano e elevou saldo positivo no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, em 3,31%. O percentual corresponde à metade do crescimento de fevereiro (6,72%), mas mostra uma forte tendência de crescimento no setor de serviços, que já acumula 577 novas vagas de emprego só em fevereiro e março.
Os dados do novo Caged, apontam que foram gerados 561 empregos novos e efetivadas 333 demissões, deixando um saldo positivo de 228 empregos.
Em fevereiro o setor de Serviços contratou 530 pessoas e demitiu 78, gerando um saldo positivo de 452 empregos formais, ou seja, aumento de 22,62%.
Em março passado, o setor teve crescimento de 5,10% no número de empregos formais. Foram admitidas 260 pessoas e demitidas 135, deixando um saldo positivo de 125 empregos.
A reportagem do tribunanorteleste.com.br apurou que o crescimento excepcional do setor está relacionado ao serviço público que passou a ser contabilizado pelo Caged junto com os serviços particulares. No início deste ano a Prefeitura de Barra de São Francisco deu posse a centenas de concursados aprovados no ano passado.
A Indústria, que vinha apresentando quedas constantes nas contratações e aumento nas demissões, também reagiu positivamente em março. O setor contratou 135 pessoas e demitiu 77, deixando um saldo positivo de 58 empregos (2,60%).
O Comércio, que vinha apresentando quedas constantes, também reagiu positivamente em março 147 pessoas, ao mesmo tempo que demitiu 108, restando um saldo positivo de 58 empregos (1,95%).

No ano – Nos últimos três meses, o município gerou apenas 1.130 empregos novos (+18,85%). Foram 2.050 contratações e 920 demissões.
Nesse período, a Indústria (2,60%) gerou 58 empregos novos e promoveu 218 demissões e 276 contratações.
O Comércio ainda apresenta saldo negativo. Foram promovidas 321 admissões e realizados 331 desligamentos (-0,49%).

No Estado – Em todo o Espírito Santo o aumento de vagas em março chegou 4.449 empregos (0,54%). Foram gerados 46.457 novos empregos formais e promovidas 42.008 demissões.
Os setores Serviços (1.890 vagas), Construção Civil (1.283 empregos) foram os destaques positivos.
Nos três primeiros meses de 2023, foram gerados 9.722 novos empregos (+0,63%) no Estado, com destaque para o setor de Serviços, que gerou – 5.447 – empregos novos.
A construção vem em seguida, com 3.219 novos contratados.

Brasil – Após dois meses de recuo, a criação de emprego formal subiu em março. Segundo dados divulgados pelo Caged, 195.171 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
A criação de empregos cresceu 97,6% maior do que a do mesmo mês do ano passado. Em março de 2022, tinham sido criados 98.786 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. A abertura mensal de vagas atingiu o maior nível desde setembro do ano passado.
Nos três primeiros meses do ano, foram abertas 526.173 vagas. Esse resultado é 15% mais baixo que no mesmo período do ano passado. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em março. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 122.323 postos, seguido pela construção civil, com 33.641 postos a mais. Em terceiro lugar, vem indústria de transformação, de extração e de outros tipos, com a criação de 20.984 postos de trabalho.
O nível de emprego aumentou no comércio, com a abertura de 18.555 postos. Somente a agropecuária, pressionada pelo fim da safra de vários produtos, extinguiu empregos com carteira assinada no mês passado, com o fechamento de 332 vagas.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 44.913 postos formais. A categoria de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas abriu 35.467 vagas.
Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 17.876 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a indústria extrativa, que abriu 1.566 vagas.
As estatísticas do Caged apresentadas a partir 2020 não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.
Regiões
Todas as cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em março. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 113.374 postos a mais, seguido pelo Sul, com 37.441 postos. Em seguida, vem o Centro-Oeste, com 22.435 postos. O Nordeste abriu 14.115 postos de trabalho, e o Norte criou 10.077 vagas formais no mês passado.
Na divisão por unidades da Federação, 22 registraram saldo positivo, e cinco extinguiram vagas. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (50.768 postos), Minas Gerais (38.730) e Rio de Janeiro (19.427). As maiores variações negativas ocorreram em Pernambuco (5.266 postos), Paraíba (815) e Rio Grande do Norte (78).
(Da Redação com Novo Gaced/MTe)
























