Com tantos recursos tecnológicos disponíveis, principalmente no Espírito Santo, dificuldades para identificar os valentões que vão a jogos de futebol para brigar não podem ser alegadas para o clima de impunidade que impera nessa área.
Lamentavelmente, a cena tem se repetido no fragilizado futebol capixaba, na última divisão brasileira e entre os últimos colocados em índice técnico.
Recentemente, aconteceram ao final do jogo Desportiva 1 x 2 Vilavelhense, quando torcedores tentaram invadir o vestiário do time vencedor, e depois do clássico Desportiva 1 x 1 Rio Branco, quando torcedores dos dois times se engalfinharam na BR 262, entre o estádio e a estação ferroviária.
Isso é igual uma campanha dos anos 70 em que se dizia “O Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”. O Espírito Santo acaba com essa palhaçada dos valentões ou eles vão acabar com o pouco de esperança que nos resta de um dia voltarmos a ser grandes.
Usem os recursos tecnológicos, identifiquem os meliantes e os enquadrem no Código Penal. E que fiquem proibidos de frequentar estádios. O dinheiro dessa gente não vai fazer falta para o futebol capixaba.
Cidadania se exerce em qualquer lugar. Rivalidade não é inimizade. Rivalidade não pode exceder as raias desportivas. Os próprios clubes devem contribuir com medidas duras ou jamais crescerão.
Há dez anos os episódios estão se repetindo e crescendo. O que estão esperando? Acontecer uma tragédia para depois fechar as portas a essa gente? Essa tragédia está bem próxima de acontecer, como mostra o recorte de vídeo em destaque a partir do celular de um motorista que passava na BR na hora da confusão. (Da Redação)
























