O motoxista João Profirio (Foto acima), morador do bairro Campo Novo, trabalho neste final de semana para construir um fogão a lenha no quintal da casa. “Passei o dia ontem (domingo, 12) fazendo o fogão a lenha. Matamos um porquinho e, com o preço do gás, ia ficar muito caro preparar as carnes. Hoje, a patroa está lá cozinhando e fritando a carne do porco”, comenta ele.

As empresárias Almerinda e Fátima, filhas da saudosa e muito famosa dona Dejanira Pereira de Moraes, por sua vez, gastam, em média, três botijas de gás de cozinha por semana, às vezes até mais. E contam que está cada vez mais difícil manter os custos do restaurante caseiro mais antigo e renomado de Barra de São Francisco.
Na parte da casa adaptada para cozinha, o fogão a lenha foi aposentado, e o forno a lenha só é aquecido quando tem grande quantidade de carnes para assar em um só dia. “A lenha, hoje, está custando R$ 100 para entregar aqui e o fogão a lenha não dava mais conta das encomendas”, explica Almerinda, a mais velha das irmãs.
“Eu gostava muito quanto tínhamos um fogão a pó de madeira, era bem pratico, não sujava muito, o fogão ficava o dia inteiro e ainda tinha um forninho”, recorda saudosa.
A mãe delas, muitas vezes premiada e condecorada no município e no Estado pela sua culinária, faleceu há cerca de 8 anos, mas as filhas continuam tocando o negócio.
A história de João Profirio e da família de dona Dejanira, se entrelaça. “Minha mulher, Marilene, trabalha como cozinheira há mais de 13 anos com a família de dona Dejanira”, revela.
Histórias como a família de dona Dejanira e do mototaxista João Profirio e sua esposa, mostram a importância do gás de cozinha na vida das pessoas e a busca de alternativas para o combustível doméstico, diante do seu alto custo.

Esta semana, o gás de cozinha sofreu novo aumento, em Barra de São Francisco, nas revendedoras autorizadas e também nos chamados “boqueiros”. Nas autorizadas, o preço do gás está custando R$ 86, no mínimo, para pegar na portaria e até R$ 98 para entrega.
Um revendedor de gás da cidade, disse que não tinha mais como segurar outro reajuste, devido ao aumento nas distribuidoras. “Mesmo assim, estou vendo a R$ 95, para entrega, mas em alguns locais já saí até por R$ 98”, afirma. (Da Redação com Agência Brasil)

























