Mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram, por volta das 10 horas da manhã desta quarta-feira (11), a cabeça de Dante Brito Michelini, cujo corpo foi encontrado decapitado no último dia 2, num sítio de Meaípe, em Guarapari.
A parte decepada do corpo foi encontrada no canal de Guarapari, próximo ao Mercado de Peixes no centro. O local foi apontado à Polícia Civil pelo homem que confessou o crime com riqueza de detalhes: Willian Santos Manzoli, de 29 anos.
Os Bombeiros continuaram procurando pelafaca, usada para matar Dante e que o assasino confesso disse que foi jogada no mesmo local. Porém, o objeto não foi encontrado. A equipe envolvida nas investigações comemorou o desfecho.
INTELIGÊNCIA
Um trabalho minucioso e paciente, realizado pela equipe de inteligência do Departamento Especializado em Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), da Região Metropolitana, chegou ao suspeito de assassinato de Dante Brito Michelini, o Dantinho Michelini, 76 anos, ocorrido num sítio onde ele morava recluso em Meaípe, Guarapari.
O homem é lavador de carros, natural da Bahia, e foi preso poucos dias depois do crime pela Polícia Militar, no dia 28, por estar cometendo assaltos a faca na mesma região. Ele foi surpreendido dentro de uma casa, que havia invadido para roubar.
O delegado José Darcy Arruda, chefe de Polícia, disse à jornalista Vilmara Fernandes, de A Gazeta, que o caso está elucidado e divulgará detalhes ainda hoje para a imprensa.
De acordo com informações de moradores da região, o suspeito praticava roubos e furtos próximo a uma casa de shows em Meaípe. Numa dessas vezes, deixou um Corolla sem as quatro rodas.
CONFISSÃO
A reportagem da Tribuna Norte-Leste apurou que, ainda no final da tarde desta terça-feira (10), o homem foi ouvido pelos policiais, confessou o crime com riqueza de detalhes e disse onde escondeu a cabeça de Dante Michelini, cujo corpo foi encontrado decapitado.
A Polícia Técnica e Científica, bem como mergulhadores bombeiros, foram chamados nesta quarta-feira (11) para fazer buscas no local onde o homem disse que escondeu a cabeça de Dante, no canal de Guarapari, próximo ao Mercado Municipal de Peixes, na região central da cidade.
A equipe comandada pelo delegado Fabrício Dutra é tida como “muito experiente”, com três décadas de trabalho na área de homicídios, e ficou em Guarapari investigando.
A equipe começou a buscar as últimas ocorrências na cidade e os agentes descobriram que a Polícia Militar havia prendido esse homem, na segunda quinzena de janeiro. Apontado como usuário de drogas, fazia assaltos armado de faca.
No final do dia desta terça-feira (10), depois de muita conversa ainda no CDP, o homem foi levado ao local em que o corpo de Dantinho foi encontrado e, chegando lá, resolveu confessar.
O suspeito disse que matou Dante Brito Michelini por vingança e contou para os policiais que dormia num pequeno celeiro no sítio de Dante. Porém, o local era videomonitorado. Dante teria descoberto e dado uma surra de ripa no suspeito.
O homem ainda contou que, quando passou pela rua, pessoas que o conheciam e também a Dante, começaram a debochar que ele havia levado uma coça de um estuprador.
O termo estuprador é uma referência ao fato de Dantinho ter sido acusado pela Polícia, em 1973, de ter participado, junto com Paulo Constantee Helal, de abusos contra Aracelli Cabrera Crespo, na época com 8 anos, e cujo corpo foi encontrado numa matinha atrás do Hospital Infantil há mais de 50 anos.
Irritado em saber que Dantinho seria estuprador, Willian voltou ao sítio, cortou a cerca, entrou em luta corporal com o sitiante e o matou a facada e, com ódio, cortou-lhe a cabeça, que teria levado para o canal de Guarapari, próximo ao Mercado de Peixes. Em seguida, colocou fogo na casa.
Teria sido necessário amarrar a cabeça no fundo do canal. Ele teria, inclusive, precisado fazer isso duas vezes, porque na primeira a cabeça boiou.
Agora, a Polícia vai fazer buscas para ver se a cabeça ainda está no local, uma vez que a morte de Dante Michelini ocorreu há mais de 20 dia, estimadamente entre 14 e 20 de janeiro.
Willian passou a noite na Delegacia de Guarapari esperando o desfecho da história nesta quarta-feira. (Da Redação)

























