Por 21 votos contra 3, os deputados apoiaram o desmembramento da atual Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico (Sectides). O Projeto de Lei Complementar (PLC) 45/2022 foi um dos 16 enviados pelo Executivo e votados na manhã desta terça-feira, 20.
Pelo texto, a Sectides volta a ser Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e fica recriada a Secretaria de Desenvolvimento (Sedes).
A Sedes será comandada pelo vice-governador Ricardo Ferraço (PSDB), prmeiro nome anunciado pelo governador Renato Casagrande para o seu secretariado a partir de 2023.
Embora a mudança tenha recebido parecer favorável nas comissões conjuntas de Justiça, Ciência e Tecnologia e Finanças, houve debate entre os parlamentares Sergio Majeski (PSDB) e Freitas (PSB).
O tucano criticou o fato de o Executivo ter deixado para as últimas sessões do ano a votação de projetos sobre os quais os deputados não tiveram tempo para análise. Ele afirmou que em um primeiro momento as propostas podem até ser boas, mas ponderou: “O diabo mora nos detalhes.”
Sobre o PLC 45/2022, Majeski alegou que a educação profissional deveria ser acoplada à Secretaria de Estado da Educação (Sedu) – a pasta da Sectides hoje é responsável por duas escolas técnicas. Ele defendeu que escolas geridas pela Sedu também oferecem cursos profissionalizantes.
Freitas, no entanto, considerou que a junção da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional a Secretaria de Estado de Desenvolvimento foi importante e “teve sua função cumprida”. O socialista argumentou a importância de haver diferenciação no ensino voltado para tecnologia (Secti) e inovação e e ter outra pasta dirigida ao ensino regular (Sedu). (Da Redação com Webales)





















