Os veículos do ex-prefeito Bruno Araújo (PDT) e de sua esposa, bem como do ex-secretário de Cultura de Pedro Canário Fúlvio Trindade de Almeida foram apreendidos pela Polícia Federal durante operação realizada na manhã desta terça-feira (26.05).
Na operçaão, foram presos prefeito Kleilson Rezende (PSB) e o ex-Bruno na cidade do Norte do Espírito Santo, na divisa com a Bahia, no âmbito da Operação Eco da Fraude II.
Bruno foi prefeito por dois mandatos e elegeu seu vice, Kleilson, para sucedê-lo. Bruno Araújo chegou a ser diretor do Hospital Roberto Silvares no ano passado, mas deixou o cargo para assumir a Superintendência da Prefeitura de Pedro Canário.
O ex-prefeito retornou após a prisão do então secretário de Cultura e Turismo de Pedro Canário, Fúlvio Trindade de Almeida.
Fúlvio foi preso pela Polícia Federal no dia 20 de agosto de 2025 por receber “propinas” em contratos de sua pasta. Ele havia sido secretário da gestão de Bruno e foi mantido por Kleilson. Nesta terça-feira (26), a Polícia Federal também esteve na casa de Fúlvio, mas ele não foi encontrado.

EMPRESÁRIO
O empresário dono de uma produtora de eventos, um site e uma emissora de rádio em Linhares, no Norte do Espírito Santo, também foi alvo da operação. As buscas foram feitas na casa de Itagildo Marques e na Marques Produções.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Eco da Fraude II, com o objetivo de cumprir dois mandados de prisão (Kleilson e Bruno), mandados de afastamento cautelar de ocupante de cargo eletivo (Kleilson) e de servidor do município de Pedro Canário/ES, (Bruno).
Foram cumpridos, ainda, 11 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares investigativas e patrimoniais, todas deferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES).
As medidas foram requeridas no âmbito de inquérito policial que apura a atuação de organização criminosa voltada à prática de corrupção, fraude em licitações, peculato-desvio e lavagem de dinheiro, relacionada à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”, no município de Pedro Canário/ES.
A investigação identificou indícios de um esquema estruturado envolvendo agentes públicos e empresários, caracterizado por manipulação de procedimentos licitatórios, superfaturamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas, com posterior ocultação da origem dos valores.
As apurações indicam, ainda:
– movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados;
– utilização de contas de terceiros e operadores para circulação de valores em espécie;
– existência de estrutura organizada para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.
As medidas cautelares têm como finalidade aprofundar a coleta de provas, identificar eventuais outros envolvidos, interromper a continuidade das práticas criminosas e resguardar o ressarcimento ao erário.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão. (Da Redação com Ascom/PF/ES)
























