A condenação, pela Justiça Comum, de militares da mais alta patente por atos atentatórios à democracia e tentativa de golpe – sim, tentativa, porque se tivesse se efetivada a intenção estaríamos num regime de exceção -, bem como a condução deles ao cárcere, é pedagógica.
Não há, que se saiba, em nenhum momento da história dos 136 anos da República brasileira, o registro de algo parecido. Até porque temos a mais longeva Constituição em vigor no período – a Carta de 1988 vai fazer 40 anos.
A condução dos condenados ao cárcere, até mesmo respeitando os ritos militares para os de mais alta patente, é uma aula para o mundo, especialmente no ambiente ocidental democrático liberal: ninguém está acima da lei.
Nossa sociedade tende a amadurecer com isso. Os xiliques de fãs dos atingidos servem para demonstrar a nossa adolescência cidadã e política – nossa, porque ninguém está fora do corpo social.
Eventuais exageros ou mesmo desacertos dos julgadores por certo, com o tempo, serão corrigidos. Isto, sim, pacifica o País – devido processo legal e cumprimento exemplar de decisões – e não indulto e anistia por conveniência.
O império da lei é pedagógico na democracia. Seu cumprimento tem que ter esse caráter e não o de vingança da sociedade contra os que ela não aceita e não inclui.
Do Editor























