Quase três anos depois do assassinato do cafeicultor Renato Hubner da Silva, no Córrego Denzol, em Barra de São Francisco, o primeiro julgamento da “família Guedes”, vai acontecer no Fórum Desembargador Danton Bastos, a partir das 8h desta quarta-feira, 31.
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Promotor de Justiça do Júri de Barra de São Francisco, Rodrigo Monteiro, realizou coletiva de imprensa nesta terça-feira, 30, para tratar do julgamento referente ao homicídio de Renato Hubner da Silva, empresário do ramo de café. O crime ocorreu no dia 27 de maio de 2020, no local de trabalho da vítima, em um galpão de café no Córrego do Denzol, em Vila Paulista, na zona rural de Barra de São Francisco.
De acordo com o Promotor de Justiça, as investigações constataram um caso de crime de mando, por membros da “família Guedes”, conhecidos na região pela comercialização de café.
O julgamento de dois dos seis réus denunciados pelo Ministério Público será realizado nesta quarta-feira no Fórum Criminal da Barra de São Francisco, a partir das 8h. Na ocasião, irão a júri popular, Elli-Hander Souza Reis e Alex Pereira dos Santos, executor e intermediário do crime, respectivamente. Eles foram denunciados pelo MPES por homicídio duplamente qualificado (mediante pagamento, promessa de recompensa, ou outro motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima).
O promotor de Justiça Rodrigo Monteiro explicou que o caso dos mandantes do crime, ou seja, os membros da “família Guedes”, tramita em outro processo, porque eles recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Acrescentou que aguarda o processo retornar para a 1ª Vara Criminal da Barra de São Francisco, para que ocorra o segundo júri, o mais breve possível.
Questionado sobre a possibilidade do tempo de pena dos réus, o promotor de Justiça afirmou que espera uma pena justa, porque o Ministério Público trabalha para garantir a Justiça à sociedade. “Nós olhamos principalmente na perspectiva da vítima, para nós do MP, o protagonismo não é do réu, mas, sim, da vítima. Então, precisamos dar uma resposta para a sociedade, porque a sociedade também é vítima desse homicídio. Quando acontece algum tipo de crime, a vítima direta sofreu a conduta criminosa, mas todos nós, enquanto sociedade, somos vitimados por esse crime”, ressaltou
Elli-Hander e Alex Pereira atualmente estão presos no Centro de Detenção Provisória de São Domingos, Noroeste do Espírito Santo.
Entenda o caso
Conforme denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu motivado pela disputa de compra e venda de café na região. Renato havia se consolidado nesse mercado, tornando-se concorrente direto da família Guedes, que se sentiu prejudicada.
Os integrantes da família Guedes contrataram Elli-Hander para a execução do crime, pelo valor de R$ 15 mil. A transação foi intermediada por Alex Pereira, que indicou Elli-Hander para os mandantes.
De acordo com as investigações, Elli-Hander, acompanhado de um homem não identificado, foi até o local de trabalho do Renato, em um galpão de café no Córrego do Denzol, em Paulista, na zona rural de Barra de São Francisco, por volta das 7h30.
Ao chegarem, anunciaram o assalto e determinaram que os presentes se deitassem no chão com as mãos na cabeça. Em seguida, ambos se aproximaram da vítima e efetuaram cinco disparos de arma de fogo na região da cabeça, fugindo logo em seguida.
Renato Hubner era morador de Ecoporanga e deixou quatro filhos. (Da Redação com MPES)























