Um advogado de Guarapari, no litoral capixaba, foi alvo de cumprimento de mandato de prisão pela Polícia Federal do Espírito Santo, que atuou em apoio à Superintendência da Polícia Federal no Acre, deflagrando, na manhã desta quinta-feira, 31, operação policial para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão de suspeitos de integrarem organização criminosa que atuam no tráfico de drogas e armas.
A fase de hoje tem como objetivo principal prender e colher provas contra advogados que atuavam na transmissão de “ordens” e “recados” oriundos de membros de facções criminosas que estavam presos em penitenciárias do Estado do Acre repassando para comparsas que estavam em liberdade.
Durante as investigações foi descoberto canal de comunicação direto entre lideranças de facção criminosa atuante no Acre e outros líderes sediados no Rio de Janeiro. Foram realizadas diligências e prisões nos Estados do Acre e Espírito Santo, que contaram com a presença de representantes da OAB.
No ES um advogado de Guarapari foi alvo da ação. Os envolvidos responderão pelo crime de integrar organização criminosa, cuja pena varia de 3 a 8 anos, além de delitos conexos.
A Operação Cupiditas, desencadeada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Penal, foi deflagrada nesta quinta-feira, 30, visando desmantelar uma rede de transmissão de ordens de líderes de organização criminosa, que estão presos na Penitenciária Antônio Amaro Alves, no Acre, para integrantes que estão em liberdade.
A operação teve apoio de 40 policiais que cumprem cinco mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em dois Estados: Acre e Espírito Santo.
A investigação, que mostrou uma rede que contava com a participação de advogados, teve início em janeiro de 2023 e revelou um esquema organizado capitaneado por alguns advogados que se utilizavam de suas prerrogativas para intermediar a transmissão de mensagens dos chefes da organização criminosa para membros das ruas, com a finalidade de manter a condução e organização dos trabalhos criminosos, tendo em vista que aqueles se encontram encarcerados.
Um dos advogados teve contato direto, a mando dos principais líderes da organização no Acre, com importante liderança dessa organização no Rio de Janeiro, para pleitear demandas em nome daqueles.
(Da Redação com SPFES)


























