A Justiça determinou uma indenização de R$ 80 mil para a família do jovem Carlos Eduardo Rebouças Barros, morto já rendido durante uma ação da polícia em Pedro Canário, Norte do Espírito Santo, no dia 1º de março. O adolescente, de 17 anos, foi algemado, rendido por um policial armado e executado em seguida. A indenização deve ser paga pelo estado.
A ação da Defensoria Pública do estado pede que além da indenização, o estado também pague R$ 1.300,00 por despesas com funeral e tratamento psicológico para os parentes.
A Defensoria disse que a decisão foi parcial e ainda vai recorrer pedindo indenização maior, de mil salários mínimos por danos morais, além de uma pensão mensal de R$ 880,00 até a data em que o adolescente completaria 25 anos.
Além disso, a defensoria também afirma que os policiais realizaram uma abordagem irregular, que não está respaldada nos manuais de abordagem policial.
A Procuradoria-Geral do Estado disse que já foi intimada da sentença, e vai analisar, dentro do prazo legal, quais medidas adotar.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública não deu nenhum retorno sobre o assunto até a última publicação desta reportagem.
Policias envolvidos no caso estão soltos
Em julho, Thafny da Silva Fernandes, o último PM que ainda estava preso pela morte de Carlos Eduardo foi solto. Os outros quatro militares já estão livres desde o dia 3 de maio deste ano. São eles:
Wanderson Gonçalves Coutinho;
Tallison Santos Teixeira;
Samuel Barbosa da Silva Souza.
Leonardo Jordão da Silva.
Os cinco policiais militares foram detidos em flagrante no dia 1º de março. Eles foram ouvidos no 13º Batalhão da PM, em São Mateus, município vizinho de onde ocorreu o fato, e passaram por audiência de custódia no dia seguinte, onde as prisões em flagrante foram convertidas para preventivas.
Relembre o caso
Uma câmera registrou o momento em que um policial matou o adolescente já rendido com tiros à queima roupa na manhã de 1º de março em Pedro Canário, na região Norte do estado. Nas redes sociais, o governador Renato Casagrande (PSB) na época determinou que fossem tomadas as providências imediatas à apuração do caso.
Com Carlos Eduardo Rebouças Barros, os policiais dizem ter apreendido uma arma que teria sido usada para trocar tiros com a polícia no quintal de um imóvel que aparece no vídeo. Os policiais ainda não mostraram a arma que teria sido apreendida.

A ação
Nas imagens, é possível ver um policial de frente para o adolescente, que está sentado em uma calçada. Um segundo militar pula o muro e se aproxima, enquanto o primeiro policial caminha em direção ao carro de polícia que estava estacionado.
É possível ver ainda que o militar que pulou o muro fica de frente para o adolescente, que levanta e fica com as mãos para trás.
O militar encosta no adolescente, que dá três passos para trás, momento em que o PM atira à queima roupa, ao menos duas vezes, sem possibilidade de defesa da vítima.
Mesmo com os disparos, as imagens mostram ainda que o policial que estava caminhando até o carro da polícia não esboçou nenhuma reação.
O militar que atirou se aproxima do adolescente e, logo em seguida, um terceiro PM sai de dentro da residência.
O registro da câmera mostrou ainda que o policial que atirou arrasta o corpo do adolescente para dentro do imóvel de onde o terceiro militar saiu. (Da Redação com g1 Espírito Santo)

























