
De 1º de janeiro até esta quarta-feira, 28, Barra de São Francisco teve 2.149 notificações de casos de dengue com 1.435 casos confirmados, de acordo com o setor de Zoonoses da Vigilância Ambiental em Saúde.
De acordo com a coordenadora do setor, Solange Barbosa, no caso do menino Arthur, que faleceu recentemente, após as investigações e exames realizados pelo Laboratório do Estado (LACEN) concluiu-se que a morte foi causada por dengue hemorrágica.
Solange salientou ainda que o garoto foi internado no Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho (HDAMF) e, quando morreu é que foi dignosticado com dengue hemorrágica.
A coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde, Patrícia Moura, reforçou que o caso do menino mostra a falta de atenção da população no combate aos focos do mosquito. Ela informa que, perto da casa onde o menino morava foram encontrados vários focos do mosquito e também no lava-jato do avô dele na Vila Landinha.
“Esta semana nós estivemos na Escola Vicente Amaro, no Campo Novo, fazendo uma palestra para as crianças, coleguinhas do Arthur, orientando sobre as medidas de combate aos focos do mosquito. Também estamos fazendo palestras em outras escolas e vamos continuar falando aos alunos da Vicente Amaro, pois, o bairro Campo Novo é um dos que tem mais focos do mosquito”, observa ela.

População dificulta combate
Patrícia continua alertando para o fato de que a população não ajuda os agentes de Endemias no combate aos focos do mosquito, o que dificulta o controle da doença.
“Nossos agentes têm feito mutirão, inclusive no inicio da noite, para visitar imóveis que ficam fechados o dia inteiro e, nesses locais têm sido encontrados muitos focos, mas, ainda temos muitos moradores que não permitem a entrada dos agentes”, disse ela.
A coordenadora ressalta ainda que as pessoas ficam cobrando o fumacê, mas a aplicação do inseticida não traz solução para os focos. “O fumacê mata mosquito adulto, mas as larvas deles permanecem e acabam eclodindo e trazendo milhares de novos mosquitos adultos”, observa.
Dengue x pandemia
Patrícia Moura observa ainda que, nos anos da pandemia da Covid-19 a dengue praticamente sumiu do noticiário mas ela acredita que os casos continuaram acontecendo com intensidade.
“Acho que o que aconteceu no período da pandemia foi que muita gente teve dengue e achou que estava com Covid-19, penso que havia uma subnotificação da dengue porque os sintomas são parecidos”, comenta.
Origem dos focos
Este ano, em Barra de São Francisco os focos tiveram início, principalmente, na Vila Vicente e se espalharam pelo município todo inclusive nos distritos, considerando que várias pessoas que moram no interior precisam vir na sede para resolver assuntos pessoais e acabam levando a doença para a comunidade que moram.
“Os agentes de endemias da Vigilância Ambiental em Saúde estão intensificando as ações em todos os bairros fazendo bloqueio com uso de inseticida e visitando as casas após o horário comercial para atingir máximo de imóveis possível”, informa Patrícia Moura.
Patrícia observa que em caso de sinais e sintomas da dengue as pessoas devem procurar qualquer unidade de saúde para um diagnóstico, mas destaca que as unidades do Bambe/Campo Novo e Vila Vicente estão atendendo até as 20h.
“Atendemos todos os dias denúncias de locais com possíveis criadouros para dengue. As pessoas podem ligar para denúncias no 3756-8000 ramal 2058. A empresa Biolife tem nos ajudado muito no combate à dengue fazendo controle larval e com carro fumacê percorrendo todos bairros e distritos do município”, destaca. (Da Redação)
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