
Weber Andrade
O autor do estupro seguido de assassinato da menida Gabrielly, foi condenado a 35 e 10 meses de prisão em regime fechado. O julgamento, que teve início por volta de 9h40 desta sexta-feira, 17, só terminou por volta de 22h, com o juiz proferindo a sentença condenatória. Ele foi acusado de homicídio quadruplamente qualificado com estupro de vulnerável.
De acordo com uma fonte do tribunanorteleste.com.br o juri popular, composto por 3 homens e 4 mulheres, a decisão foi por unanimidade. “Quando forma maiora, o juiz para de contar”, ressalta a fonte.
O público presente no salão de julgamento era composto por maioria de pessoas ligadas à família de Gabrielly, inclusive a mãe dela. Um grupo chegou a produzir uma camisa com pedido de justiça para o crime.
O estupro e homicídio de Gabrielly, uma criança de dois anos, aconteceu no córrego Palmital, distrito de Monte Sinai em maio de 2020.
O autor do crime, padrasto da criança, entregou-se à Polícia Civil espontaneamente, na altura do crime, acompanhado do advogado Raony Scheffer Fonseca Pereira que, na altura, disse que seu cliente estava tranquilo “e sua versão sobre os fatos é coerente e verdadeira.”
No entanto, o delegado regional Leonardo Forattini, que investigou o caso, após a perícia, chegou à conclusão de que o homem era mesmo autor do crime bárbaro que chocou a sociedade capixaba. O homem e a mãe da menina foram presos temporariamente e depois preventivamente.
“Amanhã (ontem), será o julgamento e eu estou arrolado como testemunha de acusação. Para mim, foi o crime mais bárbaro que já vi, e olha que já presenciei muita coisa”, disse o delegado à nossa reportagem, na manhã desta quinta-feira, 16, enquanto participava de ação da Operação Átria, de combate à violência contra a mulher, no centro de Barra de São Francisco.
Relembre a história
A primeira notícia sobre a morte dela, divulgada nas redes sociais, dava conta de que a menina teria caído em um poço (cisterna) e morrido afogada. O fato teria ocorrido no dia 20 de maio de 2020.
De acordo com o advogado Raony Scheffer, seu cliente o procurou no final de semana seguinte e disse que estava pronto para se apresentar.
Segundo o advogado, M. F. M., se mostrou o tempo todo tranquilo e “sua versão sobre os fatos é coerente e verdadeira”, por isso ele colocou-se à disposição para qualquer perícia.
“Não se sabe ainda quem foi o real autor dos crimes contra a menor (e se houve realmente algum crime). Há uma primeira versão da própria mãe da criança e da avó materna de que o que ocorreu foi uma morte acidental. M. F. M nega a autoria ou participação em qualquer dos crimes investigados, e inclusive ajudou a socorrer a criança que foi encontrada morta numa cisterna, em virtude de suposto afogamento”, afirmou o advogado na época.
Porém um laudo preliminar apontou que a menor foi morta por asfixia mecânica (enforcamento) com indícios de violência sexual.
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