
Por Weber Andrade
O recorte dos dois primeiros meses do ano de 2021 e do primeiro ano de 2022, quando tivemos a chegada da variante ômicron da Covid-19, mostram com a vacinação agiu na redução do número de mortes pela doença em Barra de São Francisco.
No ano passado, entre o início de janeiro e o final de fevereiro, o número de casos novos aumentou 32,47%, passando de 1.738 casos no primeiro dia do ano para 2.307 no final de fevereiro, ou seja, foram 569 casos novos em 60 dias.
Quanto ao número de pessoas recuperadas da doença, o aumento foi de 25,04%, passando de 1.597 para 2.097 no final do mês dois, resultando em mais 500 pessoas sem a doença.
Já o número de vidas perdidas aumentou de 51 no início de 2021 para 68 (+33,33%), mais 17 mortes e de casos ativos subiu 57,77%, passando de 90 no primeiro dia do ano para 142 no final de fevereiro.
Este ano, a situação mudou muito. Nos primeiros 60 dias do ano foram registrados mais 5.018 casos novos de Covid-19, sendo 1.159 em janeiro e 3.859 em fevereiro, ou seja, mais 2.700 casos entre um mês e outro, ou seja, aumento de 232,96%.
O número de óbitos, no entanto, teve aumento de 5,46%, passando de 238 mortes no final de janeiro para 251 vidas perdidas no final do mês passado, 13 mortes nos dois meses e cinco óbitos a menos do que no mesmo período de 2021.
O número de pessoas recuperadas nos dois meses, teve um resultado expressivo: Passou de 5.312 para 9.169, resultando em mais 3.857 (+72,61%) pessoas livres da doença.
E, por fim, o dado que mais preocupou e ainda preocupa o município: O número de casos ativos, que chegou a mais de 2.800 em fevereiro deste ano e terminou o mês em 1.132 pessoas com capacidade de transmissão da doença, um aumento de 3.059% em 60 dias.
Mudanças em um ano
Na comparação entre fevereiro de 2021 com fevereiro deste ano, houve aumento de 357% no número de casos: Até o final de fevereiro do ano passado, o município tinha 2.307 casos confirmados, e no final de fevereiro deste ano esse número subiu para 10.552, ou seja, mais 8.245 casos.
O número de recuperados também teve forte alta no período: Passou de 2.097 pessoas livres da doença em 2021 para 9.169 (337,24%) no dia 28 de fevereiro deste ano.
O número de óbitos por sua vez, cresceu 269,12%. Eram 68 óbitos em fevereiro de 2021 e o mesmo mês deste ano terminou com 251 vidas perdidas.
Já o número de casos ativos, aumentou de 142 para 1.132 pessoas com capacidade de transmitir a doença.
Recorte por localidade
No recorte por bairros e distritos, o Centro (308), o Irmãos Fernandes (283), a Vila Luciene (211) e o Campo Novo (208) eram os bairros com mais casos confirmados no final de fevereiro do ano passado.
Este ano, a situação se manteve, com exceção da Vila Luciene, que teve um surto da doença no presídio, em 2021: O Centro (1.167), o Irmãos Fernandes (1.156), a Vila Landinha (797) e o Campo Novo (749 casos) foram os campeões de casos. A Vila Luciene vem em seguida, com 538 casos da doença.
Entre os distritos, Paulista, o mais populoso, liderou o número de casos confirmados: 562 pessoas contaminadas ao longo da pandemia.
Vargem Alegre, no entanto, é o distrito que apresentou mais casos, proporcionalmente. Talvez por ser o distrito mais próximo da sede, já teve 220 pessoas contaminadas. Em fevereiro do ano passado eram apenas 39.
Mortes por localidade
O número de óbitos por localidade teve o bairro Irmãos Fernandes como campeão até agora. São 23 óbitos desde o início da pandemia. O Campo Novo, com 22 óbitos vem em seguida e depois o Centro, 21 óbitos e a Vila Landinha, com 19 vidas perdidas. No Bambé morreram 13 pessoas e em Paulista 15 pessoas sucumbiram à doença.
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