O comérciário A. L. M., 34 anos e a dona de casa M. F. G., 53, chegaram à Unidade de Referência para a Covid-19, ao lado da UBS Alvino Campos, por volta de 7h30 da manhã desta terça-feira, 16. Ambos apresentavam sintomas gripais, dor de cabeça e febre.
“Estou com medo, a situação está ficando cada vez pior em Barra de São Francisco. Muita gente morrendo e espero que meu teste dê negativo”, disse o comerciário.
A mesma situação foi relatada pela dona de casa M. F. G., que disse ter algumas comorbidades, como diabetes e hipertensão. “Se eu adoecer e tiver que ser internada, a cosia vai ficar feia lá em casa, porque tenho duas filhas pra cuidar”, relata.
Ontem, 15, primeiro dia de horário estendido na unidade, foram atendidas 160 pessoas e o funcionamento do centro, que era para encerrar às 20h, acabou continuando até as 21h. “Um número jamais visto em toda a série histórica da unidade. Em janeiro, o máximo que atendemos em um dia foram 74 pacientes, em fevereiro, o máximo foram 82 pacientes em um único dia”, relata o vice-prefeito e secretário muncipal de Saúde, Gustavo Lacerda.

Ainda segundo ele, a Casa de Saúde Santa Mônica atendeu 74 pessoas com suspeita de Covid-19 nesta segunda-feira.
“Ou seja, são quase 250 pacientes suspeitos no município aguardando resultado. Sem contar os internados. Se se confirmar 50% desse número, vamos bater quase 300 casos ainda esse mês”, finaliza Lacerda.
Recordes em março
A preocupação do secretário e do prefeito Enivaldo dos Anjos, que ontem determinou a reativação do Gabinete de Enfrentamento à Crise da Covid-19, tem fortes motivos: Do dia 1º deste mês, até ontem, 15, foram registrados 223 casos novos da doença, 11 mortes e mais 62 casos ativos.
Em 1º de março, eram 2.320 casos confirmados, agora são 2.543. Já as mortes, eram 70 no primeiro dia do mês e os casos ativos eram 130. Agora são 81 óbitos e 192 pessoas com o vírus ativo, muitas delas internadas à espera de vaga em UTIs, fora do município. (Weber Andrade)
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