Dirigir alcoolizado é infração gravíssima e, além da suspensão da CNH, dá multa de R$ 3 mil. Mas, parece que uma grande parte das pessoas que estão em Guriri, de férias, ou mesmo moradores, preferem a punição do que soprar o bafômetro. Foram 220 recusas o que dá R$ 660 mil – R$ 3 mil por pessoas – em multas.
Foi o que constatou o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), em uma ação ocorrida de sexta-feira, 19, até o domingo, 21, no Balenário de São Mateus, Nordeste do Espírito Santo.
Em uma ação ocorrida no no último fim de semana, os militares do Batalhão fizeram diversas abordagens a veículos e registraram um novo e preocupante recorde de recusas ao teste de alcoolemia.
Por solicitação do comando do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), uma equipe de policiais do BPTran realizou fiscalizações no balneário de Guriri e na rodovia que dá acesso à cidade. De acordo com o tenente Dias, comandante da fiscalização, foi uma ação surpresa e intensa, com diversas abordagens. O foco principal: alcoolemia ao volante, um dos principais fatores de risco que levam ao resultado morte no trânsito. De acordo com alguns estudos, cerca de 70% dos sinistros letais envolvem pessoas alcoolizadas.
Em dois dias, foram quase 1.000 abordagens e 368 autos de infração confeccionados. 755 testes foram realizados e outros 220 condutores recusaram-se a ser submetidos ao etilômetro. Em apenas um dia, no sábado, 20, foram registradas 119 recusas, um novo e preocupante recorde em uma única fiscalização.
Vale lembrar que se recusar a soprar o etilômetro (bafômetro) é infração gravíssima, tipificada no artigo 165-A do CTB, com penalidade de multa no valor de quase R$ 3000,00 e suspensão da CNH. Ou seja, as mesmas previstas para quem é flagrado no teste até o limite de 0,33 mg de álcool/ litro de ar alveolar expelido, o que remete ao forte indício de que quem se recusa a soprar o bafômetro fez uso de bebida alcoólica antes de dirigir. Um fato bastante preocupante diante do elevado número de mortes ocorridas todos os anos nas estradas brasileiras.
Além das recusas, as principais infrações registradas foram: licenciamento atrasado, condutor inabilitado, condutor com calçado inadequado, condutor sem cinto de segurança e veículo em mau estado de conservação. (Da Redação com PMES)























