Segundo especialistas brincar ao livre não traz riscos para a criançada em relação à Covid-19. Em reportagem publicada ontem, 16, no g1 Espírito Santo, eles dizem que é preciso mesmo dar um jeito de colocar a criançada para brincar, mas sempre ao ar livre.
“A Sociedade Brasileira de Pediatria já traz informações de que cerca de 30% das nossas crianças, nesse período de Covid-19, vivenciaram o que nós chamamos de estresse pós-traumático. Então uma atividade ao ar livre é fundamental para a saúde mental dessas crianças, com o cuidado de usar máscara e manter o distanciamento”, explicou o médico pediatra Rodrigo Aboudib.
Segundo dados do Painel Covid-19, do Governo do Espírito Santo, do início da pandemia até este sábado, 15, mais de 21 mil casos de Covid-19 haviam sido confirmados em crianças de zero a nove anos.
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A epidemia de gripe no Estado também têm preocupado os pais, já que a doença apresenta sintomas muito parecidos com os da Covid-19. Apesar disso, os especialistas afirmam que nem todas as crianças precisam ser levadas ao hospital.
“Observar atentamente, primeiro, a febre. Se a febre persiste por três, quatro, cinco dias, com certeza a gente tem que procurar o médico, porque pode estar havendo um outro caso além dessa gripe, pode estar se complicando. A outra questão é se a criança está ativa e brincando. Se passou a febre e a criança está brincando, isso é um ótimo sinal e eu posso aguardar”, orientou o pediatra.
Segundo Aboudib, sempre que sinais de esforço respiratório forem percebidos, é preciso buscar a ajuda de um especialista.
“Primeiro a gente vê o nariz. Se quando a criança respira ela abre o narizinho, a gente chama de batimento de aleta nasal, isso é sinal de esforço respiratório. Outra coisa é observar o pescoço. Se na base do pescoço a pele entra (ao respirar), isso indica esforço respiratório; e as costelinhas, se quando a criança respira elas entram, também indica esforço respiratório, que a gente chama de tiragens e retrações. Então todo esforço respiratório demanda eu procurar o serviço de saúde”, disse o médico.
Dúvidas
As crianças são mais vulneráveis a serem assintomáticas?
“Essa doença é uma doença danada. Ela pode dar uma série de sintomas que a gente definiu como síndrome gripal, que é o nariz entupido, coriza, dor de cabeça. Em criança pode dar só diarreia ou não dar nada. Também nos adultos há casos de assintomáticos que estão transmitindo a doença. Por isso é importante da gente testar a população”, respondeu o médico.
Como os pediatras estão vendo a questão da vacinação infantil?
“É fundamental. Na minha leitura, nós estamos atrasados. A gente tem que vacinar e vacinar rapidamente, especialmente por três motivos: o primeiro deles é que a vacina protege o indivíduo. Ela diminui de forma drástica o risco de óbito e de internação grave da Covid-19; a segunda questão é que ao vacinar eu transmito menos o vírus; e a terceira questão é que ao transmitir menos eu diminuo a chance de surgir novas variantes”, explicou o pediatra. (Da Redação com g1 Espírito Santo)























