Pandemia da Covid-19 provocou aumento de 30% nos óbitos entre 2020 e 2021 em Barra de São Francisco
O Espírito Santo registrou um aumento de 13% no número de óbitos e de 2,8% nos registros de nascimento em 2021, na comparação com 2020. Em 2021, ocorreram e foram registrados no Espírito Santo 52.155 nascimentos, o que representa uma queda de 2,8% em relação a 2020 (53.631).
Já o número de óbitos ocorridos em 2021 e registrados no Espírito Santo foi de 32.780, cerca de 13% superior ao número de 2020 (29.014).
A média de óbitos é 5% menor do que a média do país (18%), mas a média de nascimentos foi 1,2 ponto percentual maior do que em 2021 na comparação com o ano subsequente.
O IBGE aponta ainda que em 2021, ocorreram 548 óbitos de crianças menores de um ano, 12,1% a mais que em 2020, ano no qual ocorreram 489 mortes.
Com relação ao número de óbitos de crianças menores de 5 anos, houve aumento de 12,2% na comparação com 2020, passando de 583 para 654 óbitos.
Mortes por causas naturais
Entre 2020 e 2021, no Espírito Santo, os óbitos por causas naturais apresentaram aumento de 13,8%, passando de 27.245 para 31.006. Na comparação com o ano de 2011, o aumento foi ainda maior: 69,2%, isto é, 12.676 de óbitos a mais em 2021.
O número total de mortes por causas não naturais (devido a causas externas, tais como: acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, homicídios, quedas acidentais etc.) no Estado foi de 1.605.
Como observado nos anos anteriores, a maioria das mortes por causas não naturais ocorreu entre os homens. Em 2021, no Espírito Santo, 84% (1.348) das mortes dessa natureza eram de homens.
Mortes entre jovens
A proporção de registros de mortes por causas não naturais no grupo de homens jovens de 15 a 24 anos caiu de 77,3% para 49,7% no Espírito Santo. No mesmo período, essa taxa também apresentou queda no Brasil, de 66,5% para 61,1%. Já em 2020, esses percentuais eram de 55,7% no Espírito Santo e de 63,5% no Brasil.
Dados nacionais
No segundo ano de pandemia de Covid-19, o Brasil registrou a maior taxa de óbitos de toda a série histórica, iniciada em 1974, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram cerca de 1,8 milhão de mortes em 2021, uma alta de 18% em relação ao ano anterior. Em números absolutos, 2021 teve 273 mil mortes a mais do que 2020.
Em contrapartida, o número de nascimentos foi o menor da série histórica, iniciada em 2003. Foram 2,6 milhões de registros de crianças nascidas naquele ano, queda de 1,6% ante 2020 – ou 43 mil nascimentos a menos.
Os dados são da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do IBGE. De acordo com a gerente da pesquisa, Klívia Brayner, “a pandemia de Covid-19 mexeu muito com a parte demográfica do país”.
“Quando a demografia faz seus estudos, desenvolve projeções baseadas em um cenário mais ou menos estável. Mas o número de nascimentos ficou muito abaixo do que a própria projeção do IBGE indica e o número de óbitos, muito acima”, afirma Klívia.
Os óbitos pela pandemia
O IBGE revela que, em 2021, o número de óbitos ficou concentrado, principalmente, no primeiro semestre do ano, época em que poucas pessoas ainda haviam sido vacinadas. Durante aquele ano, foi no mês de março que ocorreu o maior registro de mortes: 202,5 mil, um número 77,8% superior ao registrado em março de 2020, quando a pandemia ainda estava começando. (Da Redação com Agência IBGE)
























