Começou a tramitar nesta segunda-feira, 27, na Assembleia Legialativa o Projeto de Lei 91/2023, de autoria do deputado Bruno Rezende, criando uma política estadual de apoio às vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O objetivo é promover campanhas educativas, com a elaboração de cartilhas e material informativo sobre sintomas, formas de prevenção e tratamento, e criar também novos Centros de Reabilitação Neurológica e a ampliação da oferta de leitos e vagas ambulatoriais no existente (CREFES).
Esses serviços devem ofertar reabilitação em diversas áreas, pincipalmente através de fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional.
“O AVC pode deixar sequelas irreversíveis como déficit motor adquirido, distúrbios de fala e linguagem, além de distúrbios de deglutição. Por isso, a intervenção adequada, com a disponibilização do tratamento no tempo certo, torna-se essencial para a recuperação desses pacientes”, ressalta o deputado.
O QUE É O AVC?
O Acidente Vascular Encefálico ou Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando, em decorrência do entupimento ou rompimento sanguíneos, interrompe-se a circulação adequada de sangue para o cérebro.
O AVC, em cerca de 85% dos casos, pode causar distúrbios súbitos como fraqueza muscular, usualmente em um dos lados do corpo (braços, pernas e face), dormência e perda de sensibilidade em um dos lados do corpo, alterações na fala e na linguagem.
É a principal causador de mortes em adultos no país. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a cada cinco minutos, uma pessoa morre vítima de AVC, totalizando 100 mil pessoas ao ano.
Em decorrência disso, o Ministério da Saúde criou o programa “A Linha do Cuidado do AVC”, instituída pela Portaria MS/GM nº 665, de 12 de abril de 2012, que tem por objetivo redefinição de estratégias específicas para tratamento e cuidado do AVC.
Diante do cenário epidemiológico e levando-se em conta ainda a situação sociodemográfica atual, com o aumento da expectativa de vida e consequentemente aumento do número de idosos é esperado aumento da incidência do AVC.
“Precisamos nos preparar melhor para atender adequadamente esses pacientes”, destaca Bruno Resende. (Da Redação com Webales)























