A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 05/10, a Operação Qatar, com o objetivo de obter novos elementos de prova para desmantelar por completo um grupo criminoso dedicado ao tráfico internacional de drogas que recrutava jovens brasileiros para enviar quantidades de cocaína para a Europa, Oriente Médio e Ásia.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos Estados do Espírito Santo (2) e Santa Catarina (3) expedido pela Justiça Federal de Vitória. Em Vila Velha, um homem de 30 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas. No endereço dele, alvo de busca e apreensão, foi encontrada pela equipe policial uma embalagem com aproximadamente 1 litro de uma substância que, naquele momento, não se sabia o que era, bem como frascos menores contendo a mesma substância.
O material foi levado para a Superintendência de Polícia Federal em São Torquato, onde, mediante perícia química em laboratório, confirmou-se um solvente controlado, que, fracionado como estava, ensejou a prisão em flagrante do homem que o guardava.
Em um dos endereços alvo de busca e apreensão, na cidade catarinense de Balneário Camboriú, os agentes encontraram a chave de um box de aluguel. A equipe então se dirigiu ao local, abriu o box e fez um importante achado de provas dos crimes da quadrilha.
De acordo com as informações divulgadas como resultado das primeiras diligências, na luxuosa cidade catarinense, no box alugado pela quadrilha, a polícia encontro um cofr, que foi aberto e dentro delefoi encontrada grande quandidade de dinheiro, inclusive moeda estrangeira, joias e muitas escrituras de imóveis em nomes de terceiros, possivelmente derivadas de ações de lavagem de dinheiro.
Entenda o caso
A investigação teve início com a prisão de dois capixabas e um paranaense no Aeroporto Internacional de Doha/Catar transportando aproximadamente 10 quilos de cocaína em suas bagagens, em um voo que deixou o Brasil com destino a Bangkok/Tailândia.
A partir desse momento, foram estabelecidas medidas de cooperação internacional visando obter junto ao General Directorate of Drug Enforcement, autoridade responsável pela ação policial naquele país, todas as provas produzidas em território catari que pudessem ajudar a determinar os envolvidos no recrutamento de jovens (mulas) aqui no Espírito Santo e em outras localidades do Brasil atuantes no tráfico internacional de drogas.
Os alvos principais da ação de hoje são os envolvidos diretamente no aliciamento dos jovens, na aquisição de passagens aéreas, preparação de malas com fundos falsos, designação de rotas, obtenção de documentação, dentre outras medidas necessárias para a manutenção do esquema criminoso.
Com as medidas cumpridas nesta manhã, a Polícia Federal considera que todos os integrantes do grupo criminosos envolvidos no episódio das mulas capixabas presas em Doha foram identificados e agora seguirão a disposição da Justiça Federal para responderem ao processo criminal.
Crimes investigados pela PF
Os investigados poderão responder pela prática do delito de associação para o tráfico e tráfico internacional de drogas e, eventualmente, pela lavagem de capitais. Se condenados, as penas aplicadas podem passar de 30 anos. (Da Redação com SPFES)



























