Uma kombi de transporte escolar pegou fogo logo após ter enchido o tanque em um posto de combustíveis por volta de 7h30 desta terça-feira, 3, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. As crianças que usam o transporte não estavam no veículo no momento do incêndio. Ninguém se feriu.
Segundo o motorista da kombi, Leordino Borges, as crianças já tinham sido deixadas na escola quando ele parou no posto para abastecer o veículo.
“Eu fui abastecer com a minha esposa, pra encher o tanque. Acabou de encher o tanque e colocaram combustível demais, e vazou. Tinha acabado de entregar todas as crianças. Eu não tenho carro reserva, vou ter que locar outro carro”, contou Leordino.
O posto fica no Bairro Conceição, às margens da BR-101. O motorista e funcionários do posto tentaram controlar as chamas e os bombeiros foram acionados.
Ainda segundo o motorista, a frentista viu quando as chamas começaram e alertou a esposa de Leordino Borges, que aguardava no carona, para sair do carro.
A kombi ficou totalmente destruída. O motorista disse que os bombeiros demoraram 20 minutos até chegarem.
O Corpo de Bombeiros Militar disse que foi acionado para a ocorrência na manhã desta terça-feira às 7h37 e às 07h48 a primeira equipe estava no local do fato.
No local, os militares constataram que tratava-se de uma kombi que tinha acabado de abastecer o tanque de combustível e havia se afastado alguns metros da bomba de abastecimento. Os bombeiros acionaram uma segunda equipe para prestar apoio, visto que o incêndio ocorria perto da área de abastecimento. O incêndio foi controlado e o proprietário do veículo ainda avalia se vai solicitar perícia.
Kombi gosta de incêndio
Embora a Kombi seja um dos carros clássicos mais famosos no Brasil, não é incomum encontrar relatos recentes de fogo ou até explosões nos veículos. O primeiro modelo foi lançado no país em 2 de setembro de 1957 pela primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, que ficava na cidade paulista de São Bernardo do Campo.
Mesmo após mais de 60 anos desde o seu lançamento, o automóvel ainda é bastante popular. Uma pesquisa de 2017 da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) apontava que a Kombi era o carro clássico que mais foi valorizado na última década, com valorização de 135% acima da taxa básica de juros (Selic).

Principais causas de incêndio em kombis
Existem cinco principais motivos que podem fazer com que as kombis incendeiem.
Confira quais são:
Projeto do veículo
A Kombinationsfahrzeug (veículo multi-uso, em alemão), conhecida popularmente como Kombi, foi projetada na década de 1940 pelo holandês Ben Pon como um automóvel de transporte de cargas. O projeto mecânico desse veículo foi baseado no Fusca, outro clássico da Volkswagen e que foi lançado no Brasil em 1959.
Desde o início, os projetistas tiveram algumas dificuldades devido à fragilidade do projeto da Kombi e aos poucos recursos tecnológicos da época.
Para o mecânico Enio Machado, a causa dos incêndios em Kombis cujos modelos são mais antigos pode ter relação justamente com esse projeto do veículo.
Posição do tanque de combustível
Normalmente, o tanque de combustível dos automóveis fica localizado distante do motor. No entanto, nos modelos mais antigos de Kombi, eles ficam bem próximos um do outro. Com isso, nesse tipo de carro, a gasolina fica armazenada praticamente junto ao tanque.
Devido ao movimento da carroceria, o tubo por onde o combustível passa pode sofrer trincas e como o bocal de abastecimento da Kombi fica logo acima do motor, a gasolina acaba vazando sobre as partes quentes do propulsor, o que pode causar o incêndio no carro.
Mangueiras ressecadas
As mangueiras dos veículos são componentes muito importantes porque transportam água, ar e combustível. Seus desgastes ou ressecamentos podem gerar problemas ao veículo, como incêndios e explosões.
Como no caso das Kombis o compartimento onde fica o motor e o tanque de combustível ficam próximos, quando há uma elevação na temperatura do conjunto e a mangueira não está em condições ideais, pode haver risco de incêndio.
Falta de revisão automotiva
Os mecânicos recomendam que os motoristas realizem a cada 10 mil quilômetros rodados ou a cada seis meses uma revisão automotiva. Isso permite que esses profissionais consigam encontrar problemas nos carros e consertá-los a tempo.
Conforme dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Brasil, somente em 2022, 1,7 mil acidentes foram causados por falta de manutenção nos carros. (Da Redação com g1 Espírito Santo)
























