Um projeto intitulado “Pneu Verde”, idealizado pela professora Schirley Kuiles Maulaes, com os alunos do 1º ano do matutino, da escola municipal Dr. Bolívar de Abreu, no Centro de Ecoporanga, tem estimulado nos estudantes a educação para práticas sustentáveis e o incentivo para uma alimentação saudável.
O projeto consiste no manejo de uma horta, no fundo da escola, a partir do reuso de pneus velhos para a composição dos canteiros. Tudo voltado para uma consciência ambiental e de reaproveitamento de materiais e cultivo orgânico.
Entre os alimentos cultivados, estão tomate, coentro, salsa, cebolinha, couve, alface, pimenta doce, cenoura, beterraba, taioba, erva-doce e plantas medicinais.
De acordo com a professora, a ideia do projeto surgiu do programa Agrinho, de responsabilidade social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-ES), com a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), que este ano tem como eixo norteador o tema: “Alimentar o mundo com saúde e responsabilidade”.
“O projeto visa contribuir para a formação de cidadãos com ideais para uma melhor qualidade de vida”, frisou a professora Schirley.
Após apresentação do tema para os alunos, os mesmos levantaram questões referente a sobra da merenda escolar, principalmente no tocante as verduras, legumes e o seu desperdício. A partir disso, ações foram planejadas e desenvolvidas, com base nas interrogações levantadas pelos estudantes.
O projeto teve início em julho e a ideia é que as crianças sejam argumentadoras e críticas, e ao levarem o aprendizado para as suas casas, estimule os seus familiares a evitar o desperdício de alimentos e a cultivar no cantinho do quintal, uma pequena horta, a partir de materiais recicláveis, como vasos ecológicos com pneus, regadores de materiais plásticos e compostagem de restos de alimentos.
A professora destaca as ações que une o projeto. “São planejadas atividades diariamente sobre sustentabilidade e seus eixos, visando todas as áreas do conhecimento, como: produções de textos, pesquisa, vídeos, palestras com especialistas, visitas pedagógicas, produção de alimentos, transformação de pneus em vasos ecológicos e a troca dos mesmos com a comunidade e as famílias, além da horta na escola, que contribuirá com a merenda escolar”.
Schirley explica que o projeto tem sido surpreendente e recompensador: “É muito gratificante o aluno aprender na prática e transformando-se num agente protagonista ativo. Os mesmos começam a desenvolver atitudes observáveis e maneira crítica e reflexiva, tornando-se agentes transformadores com pequenas práticas”.
O sucesso do projeto, conta com o apoio da escola, que tem contribuído na busca por parceiros para o desenvolvimento das ações, além do envolvimento dos funcionários e a ampla divulgação.
De acordo com a pedagoga, Bethe Torres, o projeto deve continuar como prática didática/metodológica da escola, é que ações não parem. A ideia é que o cultivo da horta envolva todas as turmas da escola, todos os anos. (Portal Notícia Hoje)

























