Um morador de Itapemirim, na Região Sul do Espírito Santo, morreu após ser diagnosticado com febre maculosa. O lavrador, de 59 anos, chegou a ser atendido na Unidade de Pronto Atendimento de Marataízes, também no sul do Estado, mas não resistiu.
O paciente chegou ao pronto atendimento com suspeita de dengue hemorrágica. Depois da realização de exames, o diagnóstico de febre maculosa foi confirmado. A Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo (Sesa) notificou a Prefeitura de Itapemirim para a investigação da morte.
A secretária de Saúde de Itapemirim, Rafaela Abdon, informou que a vigilância municipal já iniciou a investigação na comunidade de Pedrinhos para fazer uma varredura na região. No ano passado, o município registrou três mortes pela doença, também em moradores da zona rural.
Moradores da região estão assustados
A confirmação da morte por febre maculosa deixou a professora Neuza dos Santos aflita, pois a família trabalha na lavoura. Na casa, agora os cuidados estão redobrados. “Eu sempre peço para lembrar de usar calça, bota e luva”, contou.
O produtor rural Jadilson da Silva também redobrou os cuidados para evitar a contaminação na produção de gado. “É preciso prevenir e vigiar. Eu aplico remédio para matar os carrapatos da criação”, afirmou.
Registros no ES
O último registro de morte pela doença no Espírito Santo havia acontecido em Colatina, no Noroeste do estado. Um homem de 52 anos deu entrada no hospital Sílvio Avidos, também com sintomas de dengue, mas foi diagnosticado com febre maculosa.
De acordo com o secretário de Saúde de Colatina, Michel Barth, o paciente apresentou os sintomas no dia 13 de setembro, mas só procurou atendimento médico no dia 23. Ele não resistiu e morreu no dia 26 do mesmo mês. Antes, em 2022, houve outra morte pela doença no município.
Em Barra de São Francisco foi registrada uma morte este ano provocada pela doença. De acordo com a Secretaria de Saúde de Barra de São Francisco, a primeira vítima da doença no Estado foi Dionatas Rodrigues da Costa, de 32 anos. Ele deu entrada no Hospital Estadual em Barra de São Francisco, no início de junho, com sintomas de febre, cefaleia, dor abdominal, náuseas, vômito e convulsões.
Inicialmente, houve uma suspeita de meningite, que, depois da realização de testes, foi descartada.
Sintomas da doença
Os sintomas da febre maculosa são semelhantes aos da dengue: manchas avermelhadas na pele, febre alta, náuseas, vômito, dores no corpo e desânimo. Michel Barth destaca que, por terem sintomas parecidos, é necessário dar detalhes durante o atendimento para o diagnóstico correto.
“É importante relatar para o médico que teve contato com carrapato ou animais que hospedam carrapatos”, ressalta.
Nos humanos, a febre maculosa brasileira é adquirida pela picada do carrapato infectado com riquétsia, e a transmissão geralmente ocorre quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas.
(Da Redação com g1 Espírito Santo)
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