A mãe e outros familiares do jovem Kesley Vial, 23 anos, que morreu no final da semana passada, na cidade de El Paso, no Texas (EUA), onde se encontrava preso sob custódia da agência de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) tiveram que fazer uma vaquinha virtual para trasladar o corpo do filho de Houston para Danbury, em Connecticut.
Endereço da vaquinha virtual www.gofundme.com/f/please-help-to-send-kesley-back-home
Kesley Vial, que tem origines em Minas Gerais, mais precisamente na região de Galileia, foi detido na cidade de El Paso, no Texas, por agentes da patrulha de fronteira depois de entrar no país sem documentação. A imigração americana diz que o brasileiro teria sido capturado em 22 de abril, mas admite que a data pode não ser exata.
Vial foi transferido para a custódia da ICE em El Paso em 29 de abril para aguardar o seu procedimento de deportação. Enquanto o processo estava em andamento, ele foi levado para um centro de detenção em Torrance, no estado do Novo México, vizinho ao Texas.
Em 17 de agosto, o brasileiro foi encontrado inconsciente por funcionários do centro de detenção. Segundo a ICE, a equipe médica do local fez os primeiros-socorros e pediu o apoio de paramédicos, que o atenderam no local e o transferiram para o Hospital da Universidade do Novo México, onde ele morreu 10 dias depois.
A ICE disse que notificou os órgãos apropriados a respeito da morte, incluindo o consulado brasileiro em Houston, Texas, e que está “realizando uma revisão abrangente deste incidente”. A equipe do hospital notificou os parentes mais próximos de Vial.
A agência afirmou ainda que todos os imigrantes em suas unidades de detenção recebem assistência e que destina US$ 315 milhões por ano em serviços de saúde às pessoas sob sua custódia. (Da Redação com g1 Mundo)

























