Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 28, policiais federais estão realizando buscas em endereços de suspeitos de integrar um suposto esquema de tráfico internacional e exploração sexual de pessoas em Fortaleza, Caucauia e Carpina, em Pernambuco.
Levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e divulgado em dezembro de 2022, confirmou que as mulheres são as principais vítimas dos grupos de traficantes de pessoas.
A principal motivação dos criminosos seria arregimentar mulheres para a prostituição em outros países, sobretudo da Europa. Embora mais de 50% dos processos judiciais analisados tenham resultado em condenações, 26% dos casos foram encerrados com a absolvição dos denunciados por falta de provas.
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As ações penais deste estudo foram distribuídas em 20 estados e no Distrito Federal. Não houve ações penais em Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí e Sergipe.
Goiás destaca-se como o Estado com maior número de processos relacionados ao tráfico internacional de pessoas: mais de ¼ das ações analisadas. O segundo Estado no ranking é Minas Gerais, com 15 processos, seguido da Bahia, do Espírito Santo e de São Paulo, empatados com 9 processos cada.
Batizada de Correntes não Visíveis, a operação desta segunda-feira busca subsídios para que os policiais federais à frente do caso identifiquem a responsabilidade, bem como outras eventuais vítimas do esquema. Se condenados pela Justiça, os envolvidos poderão ser punidos com penas de até 25 anos de prisão, por favorecimento à prostituição e rufianismo, ao que podem se somar penas por outros eventuais crimes. (Da Redação com g1 Mundo)























