
Depois de dois meses amargando resultados negativos, a geração de empregos formais em Barra de São Francisco teve uma ‘explosão’ em fevereiro deste ano e elevou saldo positivo no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, em 6,72%.
O setor de Serviços contratou 530 pessoas e demitiu 78 no segundo mês do ano, gerando um saldo positivo de 452 empregos formais, ou seja, aumento de 22,62%. A reportagem do tribunanorteleste.com.br está tentando identificar para onde foram tantas contratações no setor, que pode estar incluindo as nomeações do concurso público da Prefeitura de Barra de São Francisco feitas no início do ano.
Mas, se o setor de serviços teve crescimento tão acentuado, o Comércio, novamente deixou a desejar e demitiu 19 pessoas a mais do que contratou em fevereiro passado. Foram 84 admissões e 103 dispensas no período, um saldo negativo de 0,94%.
A indústria, que também vinha promovendo demissões em massa nos últimos meses, teve ligeira reação: Foram contratados 82 trabalhadores e dispensados 79, saldo positivo de 3 empregos (0,13%).
Os dados do novo Caged, apontam que foram gerados 701 empregos novos e efetivadas 267 demissões, deixando um saldo positivo de 434 empregos.

No ano – Nos últimos dois meses, o município gerou apenas 901 empregos novos (+15,03%). Foram 1.486 contratações e 585 demissões.
Nesse período, a indústria (-9,15%) gerou 1 emprego novo e promoveu 141 demissões e 140 contratações.
O Comércio apresenta saldo negativo. Foram promovidas 172 admissões e realizados 222 desligamentos (-2,44%).

No Estado – Em todo o Espírito Santo o aumento de vagas em fevereiro chegou 3.560 empregos (+0,44%). Foram gerados 39.202 novos empregos formais e promovidas 35.642 demissões.
Os setores Serviços (2.747 vagas), Construção Civil (751 empregos) foram os destaques positivos.
Nos dois primeiros meses de 2023, foram gerados 5.137 novos empregos (+0,63%) no Estado, com destaque para o setor de Serviços, que gerou bem mais da metade – 3.568 – empregos novos.
A construção vem em seguida, com 1.933 novos contratados.

Brasil
Prejudicada pela desaceleração econômica e pelo fechamento de vagas no comércio, a criação de emprego formal caiu em fevereiro. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 241.785 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
Em relação a fevereiro de 2022, houve queda de 26,4%. No período, tinham sido criados 328.507 postos de trabalho, nos dados sem ajuste, que não consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Apesar da desaceleração em relação a fevereiro do ano passado, continua a haver melhora em relação a dezembro, quando haviam sido fechados 440.669 postos. Em janeiro, foram criados 84.571.
Considerando os meses de janeiro e fevereiro, foram abertas 326.356 vagas. Esse é o resultado mais baixo para os dois primeiros meses do ano desde a reformulação do Caged, em 2020. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. A mudança da metodologia não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em fevereiro. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 164,2 mil postos, seguido pela construção civil, com 40.380 postos a mais. Em terceiro lugar, vem a indústria (de transformação, de extração e de outros tipos) com a criação de 22.246 postos de trabalho.
O nível de emprego aumentou na agropecuária, com a abertura de 16.284 postos. Somente o comércio, pressionado pelo fechamento de vagas temporárias típico do início de ano, extinguiu empregos com carteira assinada no mês passado, com o fechamento de 1.325 vagas.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 90.381 postos formais. A categoria de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas abriu 29.026 vagas.
Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 37.190 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou o setor de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação, que abriu 1.672 vagas.
As estatísticas do Caged, não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior, que vigorou até 2020, separava os dados do comércio atacadista e varejista.
Regiões
Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em fevereiro. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 110.575 postos a mais, seguido pelo Sul, com 63.309 postos. Em seguida, vem o Centro-Oeste, com 29.959 postos. O Nordeste abriu 23.164 postos de trabalho. Após dois meses consecutivos extinguindo empregos formais, o Norte criou 12.456 vagas formais no mês passado.
Na divisão por unidades da Federação, todas registraram saldo positivo em fevereiro. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (+65.356 postos), Minas Gerais (+26.983) e Paraná (+24.081). Os menores crescimentos ocorreram no Amapá (+139 postos), Alagoas (+160) e Roraima (+220). (Da Redação com Caged e Agência Brasil)

























