Segundo o Censo Demográfico 2022, no Espírito Santo, 1.908.803 pessoas se declararam pardas (49,8%); 1.479.275 se declararam brancas (38,6%); 429.680, pretas (11,2%); 14.410, indígenas (0,4%) e 4.268, amarelas (0,1%).
Os dados divulgados na semana passada pelo IBGE apontam ainda que Ecoporanga, no Noroeste do Estado tem o maior percentual de pessoas que se autodeclararam pardas (70,2%).
Em Barra de São Francisco esse percentual foi de 62,6% e em Água Doce do Norte foram 63,2% de moradores a se autodeclararem pardos.
Entre 2010 e 2022, a população declarada preta aumentou 46,5%, passando de 293.334 para 429.680 pessoas no Espírito Santo. A população parda aumentou 11,7% e a população branca diminuiu 0,2% no mesmo período.
Em 2022, a população parda era predominante em 43 municípios do Estado enquanto a população branca predominava em 35 municípios.
Os três municípios capixabas com maior percentual de população branca eram: Santa Maria de Jetibá, com 75,7%; Laranja da Terra, com 67,4%; e Domingos Martins com 65,7%.
Os três municípios capixabas com maior percentual de população preta eram: Conceição da Barra (21,3%), São Mateus (18,2%) e Apiacá (15,8%).
Ecoporanga era o município com maior proporção de população parda (70,2%). Em seguida, estavam Ponto Belo (66,1%) e Pinheiros (66,0%).
A maior proporção de população indígena foi verificada no município de Aracruz: 7,8%.
No Espírito Santo, a população branca era predominante entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade enquanto a população parda predominava entre as pessoas abaixo de 60 anos de idade.
Analisando a idade mediana por cor ou raça, verificou-se que, no Espírito Santo, em 2022, a população branca apresentava a idade mediana mais elevada (38 anos), seguida pela população amarela (37 anos) e população preta (36 anos).
Essas são algumas informações da publicação Censo 2022 – Identificação Étnico-racial da população, por sexo e idade.
Todos os dados podem ser visualizados no link https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/
No caso da população residente em localidades indígenas, a pergunta de cor ou raça é complementada por outra pergunta, que tem abertura espacialmente controlada mediante condicionalidades. Caso o domicílio esteja numa localidade indígena e caso o morador tenha sido declarado de uma cor ou raça diferente da indígena, ou seja, branca, preta, amarela ou parda, abre uma pergunta de cobertura, apenas nessas localidades, que é “você se considera indígena”. O total de pessoas indígenas é resultado da soma do total de pessoas declaradas de cor ou raça indígena e o total de pessoas que se consideram indígena.
Importa ressaltar que a declaração de cor ou raça das pessoas que se consideram indígenas não é alterada, pelo que a soma do total de pessoas de cor ou raça branca, preta, amarela e parda com o total de pessoas indígenas (pelo quesito de cor ou raça e pelo se considera indígena) pode somar mais de 100%, dependendo do recorte. (Da Redação com Agência IBGE)






















