O número de idosos com 100 anos ou mais saltou de 22,7 mil, em 2010, para 37,8 mil em 2022. É o que apontam dados do Censo de 2022 divulgados nesta sexta-feira, 27 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa crescimento de 67% do total de centenários em pouco mais de uma década no país.
Em Barra de São Francisco, o Censo 2022 aponta que existem 10 pessoas com mais de 100 anos de idade, outras 36 com idade entre 95 e 99 anos e outros 124 com idade entre 90 e 94 anos, totalizando 170 pessoas com tempo de vida superior a 90 anos.
O Espírito Santo está com a população mais envelhecida em comparação aos últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os dados de 2022, o Estado teve um aumento de 72% no número de idosos em relação a 2010. Além disso, Vitória se destaca como a cidade com mais pessoas acima de 100 anos de idade.
De forma geral, o Estado possui 430.983 pessoas com mais de 65 anos, segundo dados de 2022, o que representa 11,2% da população total do estado, que é de 3.833.486 habitantes. Em 2010, a população de 65 anos ou mais no estado era de 249.617 pessoas, o que correspondia a 7,1% da população total na época.
Essa diferença mostra aumento de 181.366 pessoas nessa faixa etária de 2010 para 2022. No primeiro censo realizado pelo IBGE, em 1980, por exemplo, a população com 65 anos ou mais era apenas de 3,8%.
Cidades com mais idosos
O interior do estado é onde está concentrado o maior número de cidades com mais idosos do que crianças de 0 a 14 anos. O índice de envelhecimento, que mostra a relação de idosos de 65 anos ou mais em relação à população de 0 a 14 anos, é mais de 100 em quatro cidades do interior. Ou seja, onde há mais de 100 pessoas idosas para cada grupo de 100 crianças.
São elas: Itaguaçu (105,3 idoso para cada 100 crianças), Itarana (104,9), Laranja da Terra (102,9) e São Roque do Canaã (101,8). Itarana e Itaguaçu também são as cidades com a maior proporção de idosos em relação à população geral: Itaguaçu tem 17% da população acima de 65 anos, e Itarana, 16,5%.
Brasil
Segundo o IBGE, o Brasil teve o maior salto de envelhecimento entre os censos. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos para 35 anos, entre 2010 e 2022. Em 2010, a cada 31 idosos (com 65 anos ou mais), o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens.
O Censo 2022 também revela que 4.396 municípios brasileiros têm ao menos um idoso com 100 anos ou mais entre os residentes.
Cidades com menos de 20 mil habitantes lideram o ranking dos maiores percentuais de centenários em relação ao número total da população. Veja o ranking das 20 cidades com maior percentual:
Segundo o IBGE, alguns fatores estão por trás da tendência demográfica de envelhecimento da população. Os principais são:
A taxa de fecundidade dos brasileiros diminuiu ao longo das últimas décadas. Esse índice aponta o número de nascidos a cada 1 mil mulheres em idade fértil. O IBGE não divulgou o valor atual, mas dados de censos anteriores mostram uma queda constante nas últimas décadas – era 6,16 em 1940; 2,39 em 2000; e 1,9 em 2010.
Entre o censo anterior e o mais recente, inclusive, o país passou por dois momentos de redução mais significativa de nascimentos, segundo o IBGE: em 2016, em razão da onda de infecções do zika vírus; e após 2020, com a pandemia de Covid-19. Esses dois períodos, aliados à queda de fecundidade constante, estão por trás do aumento da idade mediana dos brasileiros e do salto dos índices de envelhecimento.
Esse processo se acelerou principalmente entre 2010 e 2022. Os dados do IBGE mostram que o salto de envelhecimento da população brasileira no período foi o maior entre os duas edições do censo desde 1940.
Em 1940, havia 5,6 idosos (65 anos ou mais) para cada 100 jovens (até 14 anos).
Esse índice de envelhecimento aumentou de forma constante, mas tímida, nas décadas seguintes. Ele começou a acelerar a partir da década de 1990, quando o país tinha 13,9 idosos para cada 100 jovens.
Entre 2010 e 2022, ele passou de 30,7 para 55,2 idosos para cada 100 jovens. (Da Redação com IBGE)


























