A notificação de casos de dengue em Barra de São Francisco chegou aos níveis de pré-pandemia no último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) na última semana. São 871,23 casos notificados, segundo o documento, média próxima da estadual, que chegou a 934,77 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.
A situação tem levado a Prefeitura de Barra de São Francisco a reforçar e ampliar ações para reduzir os focos do mosquito Aedes aegypti, como a colaboração dos adolescentes do Projeto Jovem do Futuro, aumento das passagens do fumacê e, mais recentemente, uma reunião com vários secretários municipais para colocar em prática a limpeza de lotes vagos e terrenos baldios.
A reunião, realizada na sede da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa), na última sexta-feira, 10, pela secretária Kellen Patrícia, com o secretário de Serviços e Limpeza Pública, Isaque Antônio Silva, subsecretário Oséias Simplício, scretário de Obras e Urbanismo, Kennedy Teixeira e Sonia, juntamente com o fiscal de Posturas, Jeremias, discutiu estratégias para colocar em prática a limpeza de lotes vagos e terrenos baldios.
No ano passado o prefeito Enivaldo dos Anjos publicou lei que autoriza o município a fazer a limpeza e cobrar a conta dos proprietários.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde, Patrícia Moura, até na semana anterior, o município tinha 429 notificados e, destes, 232 pessoas testaram positivo.
“Isso aqueles que procuram as unidades, fora aqueles que se medicam em casa, que não procuram ou, quando chegam a procurar já estão em estágio mais avançado”, informa Patrícia Moura.
Vila Vicente, Vila Landinha e Vila Gonçalves são alguns dos bairros com maior concentração de focos do mosquito.
Todos as unidades básicas de saúde estão atendendo para fazer o teste rápido ou o hemograma, mas algumas são referência para a doença, como as unidades do Bambé/Campo Novo e Vila Vicente.
Recorde de mortes no ES
De 1º de janeiro a 4 de março deste ano, a maioria das mortes por dengue registradas este ano no Brasil aconteceu no Espírito Santo. Até quinta-feira, 9, das 19 mortes por dengue registradas no país, nove eram do Espírito Santo. Na sexta, 10, o número de mortes no Estado subiu para 11. Com 37.565 mil casos registrados até a mesma data, o governo do estado já declarou que o Espírito Santo vive uma epidemia da doença.
O número de casos de dengue registrados em 2023 já ultrapassou o total de casos de todo o ano anterior, quando foram registrados 20.929 casos e 6 mortes no Estado.
“No menor sintoma, como febre, dor no corpo, dor ao redor dos olhos, dor abdominal, é [preciso] começar uma hidratação, tomar líquido em casa e já procurar o serviço de saúde para que a equipe possa confirmar ou descartar e fazer o monitoramento adequado do paciente”, disse o subsecretário estadual de Saúde, Luís Carlos Reblin.
As autoridades orientam que a população busque orientação médica logo nos primeiros sintomas, já que a dengue tem um tratamento bem específico. Tomar um remédio errado, por exemplo, pode agravar a situação do paciente e levá-lo a morte.
O paciente que toma remédios por problemas crônicos, especialmente de doenças cardíacas e hipertensão, precisam de orientação do médico que o acompanha.
Verão chuvoso e tipos de vírus
Para o médico infectologista Luís Henrique Borges, o verão quente antecedido por bastante chuva criou um ambiente favorável para proliferação do mosquito e pode explicar o aumento dos casos.
Outro fator que também estaria influenciando a epidemia, segundo o especialista, é a circulação de dois tipos de vírus da doença, tipo 1 e tipo 2, que se comportam como vírus diferentes.
Sintomas
Febre com incio rápido
Dores pelo corpo
Dor ao redor dos olhos
Dor abdominal
Orientação: hidrate-se ao primeiro sintoma e procure os serviços de saúde já tomando líquido. O que diminuiu a gravidade e salva a vida da pessoa é a ingestão de líquido.
80% dos focos do mosquito estão dentro de casa
Cerca de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro das casas. Por isso é necessário seguir alguns cuidados importantes:
Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado;
Tirar água dos pratos de plantas;
Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo;
Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água;
Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas;
Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis e caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.
(Da Redação com Secom/ES)


























