
Há 150 anos, o navio ‘La Sofia’ atracava no Porto de Vitória, no Espírito Santo, com os primeiros imigrantes italianos. Hoje, estima-se que 70% dos capixabas tenham alguma descendência desses imigrantes da Península Itálica.
Para celebrar a data, uma programação especial foi realizada na capital, com cortejo marítimo, tombo da polenta e meia tonelada de macarronada que foram distribuídos de forma gratuita em Vitória.
A Associação da Imigração Italiana estima que mais de três mil pessoas participaram de toda a festa neste sábado, 17.
A comemoração foi marcada por trajes de época, música e muita dança, reunindo descendentes representantes de várias cidades do Espírito Santo para marcar a data.
O governador do Estado, Renato Casagrande, ele mesmo um descendente de Italianos que se deslocaram para o Sul do Estado, recebeu a comitiva no Palácio Anchieta.
“Um dia especial, hoje foi o início das comemorações pelos 150 anos da imigragação italiana no Espírito Santo e no Brasil, uma homenagem à tradição, à cultura e as conexões que fortalecem nossa identidade. Unidos pela história celebramos o legado italiano”, comemorou o governador, ao receber os organizadores do evento, no Palácio.
O Daniel e a Magali vieram para cantar.
“Minha família tem uma tradição italiana de muitos anos. A gente tem pratos típicos da nossa família, faz festa, a gente preserva um pouco das nossas raízes”, contou o cantor Daniel Maioli.
A ideia durante a comemoração é tentar recriar com o máximo de detalhes possível a vinda dos primeiros imigrantes italianos para o Brasil. Tem até entrega de bilhete escrito em italiano para embarcar no navio La Sofia, mostrando a saída de Genova, na Itália, para Vitória no Brasil em 1874.
“Não dá para falar o sentimento desse evento que nós estamos fazendo hoje. Porque na verdade é uma encenação. Nós estamos hoje representando e homenageando 80 famílias de imigrantes que vieram do Porto de Gênova para o brasil há 150 anos. Eu tenho certeza que lá tinha alguém da minha família. Eu estou muito emocionada em saber que estou podendo representar uma daquelas famílias”, relatou Rosa Maioli, da Associação da Imigração Italiana. (Da Redação)
























