A população de Baixo Guandu, cidade de 30 mil habitantes no Noroeste do Espírito Ssnto, foi surpreendida neste início de semana ao encontrar, fechada ao público, a agência do Banco do Brasil na cidade, que faz divisa com Aimorés (MG).
Na porta um cartaz colocado na porta da agência, na última sexta-feira, informando que o atendimento ao público estará “contingenciado por tempo indeterminado” explicando também que o autoatendimento e o atendimento interno “estarão funcionando parcialmente”.
TENDÊNCIA
O comunicado não fala abertamente, mas a população reagiu temendo que, depois de 40 anos, a agência está fechando as portas na cidade.
O cartaz na porta do Banco do Brasil comunica ainda, friamente, que os pontos de atendimento mais próximos são as agências de Aimorés ( MG) e Colatina.
O Banco do Brasil, que é público, segue uma tendência nacional dos grandes bancos brasileiros (Itaú e Bradesco, por exemplo), de fechamento em massa de agências, para focar no relacionamento digital com a clientela.
Hoje, a maioria das operações (pagamentos, empréstimos, por exemplo), é feita pelo telefone celular. Este caminho reduz custos operacionais e garante mais rentabilidade aos bancos, mas não garante a satisfação dos clientes, principalmente no interior, onde ainda é grande a exclusão digital.
Entre 2015/2025, o Banco do Brasil fechou 1.557 agências em todo o país. Em 2025, o banco teve um lucro líquido de R$ 20,6 bilhões; para 2026, a projeção é de um lucro líquido entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.
No final da tarde desta segunda-feira (20), uma fonte do banco informou à Folha 1 que o atendimento ao público havia sido retomado. A instituição não deu maiores explicações sobre a paralisação do atendimento. (Da Redação com Folha1)

























