O número de mortos só faz aumentar na cidade do Rio de Janeiro após a megaoperação policial contra o “quartel general” do Comando Vermelho, nas comunidades do Alemão e Penha, na última terça-feira (28).
A contagem oficial das autoridades do Rio de Janeiro dão conta de que 64 pessoas morreram durante a ação para cumprimento de mandados judiciais contra 100 alvos do Comando Vermelho. Morreram 60 civis, que seriam todos suspeitos, e quatro policiais – dois PMs do BOPE e dois policiais civis.
Moradores encontraram corpos na madrugada desta quarta-feira (29), na área de mata da Penha, Zona Norte do Rio. Seis desses corpos foram levados em uma kombi para o Hospital Getúlio Vargas, na mesma região. Os corpos teriam sido encontrados na área de mata do Complexo do Alemão, na Zona Norte.
No total, são 74 corpos que os moradores perfilaram na Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, que é uma das principais da região, para facilitar o reconhecimento por parentes.
Os corpos teriam sido encontrados na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia. A contagem oficial é de 64 mortos e não há ainda confirmação se as novas vítimas estão incluídas no balanço. Portanto, após verificações, o número de mortos pode chegar a 138 ou mais – somandos os 64 oficiais mais os 74 encontrados pelos moradores.
O secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, informou que os corpos levados à praça não constavam nos números oficiais. Segundo ele, a contagem é feita a partir da entrada no Instituto Médico Legal e que compete à Polícia Civil identificar os corpos e definir as circunstâncias das mortes.
O que ainda não se sabe é se essas pessoas foram mortas pela Polícia ou por membros do Comando Vermelho para aumentar o volume e colocar na conta do Estado. Organizações sociais garantem que foram mortos pela Polícia.
O caso da cidade do Rio de Janeiro virou um escândalo internacional. A imprensa de várias partes do mundo já abordou como “guerra” a operação policial. Com as novas imagens dantescas divulgadas dos corpos na praça, o caso deve se ampliar. (Da Redação com G1 e foto de Ricardo Moraes/Reuters)



























