Weber Andrade
A morte da matriarca da família Smith Kempim, dona Matilde Smith Kempin, 80 anos, na noite desta quarta-feira, 5, pegou de surpresa até o próprio marido, o comerciante Norberto Kempim, 84 anos.
“Quando cheguei lá em cima (na casa dele, por cima da loja) ela comentou que eu havia fechado tarde. Ela estava no quarto e eu disse que ia tomar banho, depois, chamei ela pra ver televisão na sala e fui vestir uma camisa, quando voltei ela estava deitada de costas no sofá, já sem sinais de vida”, relatou Norberto, ao site tribunanorteleste.com.br, na manhã desta quinta, 6.
O velório está acontecendo na Segunda Igreja Presbiteriana, no bairro Irmãos Fernandes e o sepultamento será às 16h. Antes, haverá um culto fúnebre, às 15h.
“Hoje Papai do Céu passou em nossa casa e levou a mamãe para morar com Ele… Sua ausência é apenas física. Seu sorriso maravilhoso ecoa. Seu toque carinhoso me embala. Mãe, você estará sempre presente em meu coração! Descanse em paz…” Postou a filha Ivanete.
Tradição de 62 anos
Há poucos dias, o jornalista José Caldas da Costa, assessor parlamentar do deputado estadual Mazinho dos Anjos e a equipe da Escola de Samba Novo Império, de Vitória, estiveram visitando o casal para colher informações que ajudassem na montagem do enredo da escola para 2024, que terá Barra de São Francisco como tema.
Caldas conversou muito com dona Matilde e com o marido Norberto e ainda pediu que ele fizesse uma ‘trouxinha’ de bala, embrulhada naqueles papeis de embrulho antigos, que só existem hoje na loja dele (Veja vídeo no alto da página). Ele contou que estavam casados há 62 anos, mesma idade da Casa Matilde, na Rua Mineira e que veio para Barra de São Francisco no final da década de 50, com a família, que morava no interior de Baixo Guandu.
Descendente de avós alemães, Norberto ‘descobriu’ dona Matilde na região do Bagaço, também descendente de alemães. Casaram-se e vieram morar no local onde viveram até agora.






















