Uma tendência mundial registrada nas últimas décadas e que tem dado muito trabalho para o Bolsa Família, a constituição de unidades domésticas unipessoais, ou seja, com um só morador, chegou com força ao Brasil e ao Espírito Santo.
De acordo com os resultados da PNAD Contínua, divulgada esta semana pelo IBGE, entre as unidades domésticas, o arranjo domiciliar mais frequente continua sendo o nuclear, cuja estrutura consiste em um único núcleo formado pelo casal, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados.
São também nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos, as chamadas monoparentais. Em 2022, as unidades domésticas com arranjo nuclear corresponderam a 69,6% do total, percentual menor que o verificado em 2012 (71,2%).
No entanto, em 2022, 15,1% das unidades domésticas eram unipessoais, ou seja, compostas apenas por um morador, o que configura um crescimento de 3,4 pontos percentuais em relação a 2012, quando representavam 11,7%.
Dentre as demais formas de arranjo domiciliar, a unidade estendida, constituída pela pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadra em um dos tipos descritos como nuclear, correspondia a 14,1% em 2022, o que representa uma redução em relação a 2012 (15,5%). As unidades domésticas compostas, ou seja, aquelas constituídas pela pessoa responsável, com ou sem parente(s), e com pelo menos uma pessoa sem parentesco, podendo ser agregado(a), pensionista, convivente, empregado(a) doméstico(a) ou parente do empregado(a) doméstico(a), representavam 1,1% do total de domicílios ocupados em 2022.
Ao analisar o padrão etário das pessoas em arranjos unipessoais, observou-se que:
14,3% tinham 15 a 29 anos;
44,1% situavam-se na faixa de 30 a 59 anos;
e 41,6% eram pessoas de 60 anos ou mais de idade.
Há marcantes diferenças entre homens e mulheres que moravam sozinhos quanto ao perfil etário: 52,2% dos homens em arranjos unipessoais tinham 30 a 59 anos, seguidos por aqueles de 60 anos ou mais (26,4%); e, entre as mulheres, a maioria situava-se na faixa de 60 anos ou mais de idade (58,4%).























