O caso de contaminação de um animal (bezerro) e de um produtor rural com raiva, doença que pode ser letal, tem deixado preocupadas as autoridades de saúde dos municípios vizinhos a Mantena, no Leste de Minas Gerais, mas o secretário de Saúde do município, Ocimar Rufino, afirma que “está tudo sob controle e não há necessidade de vacinação em massa.
O homem contaminado é um produtor rural da família Nicolini e está internado e sob observação. Por falta de maiores esclarecimentos da Secretaria de Saúde de Mantena, muita gente ainda pensa que o caso de raiva pudesse ter sido transmitido por algum animal doméstico, como cão o gato, que são os transmissores mais comuns para humanos.
No entanto, a raiva pode ter sido transmitida para um bezerro por morcegos hematófogos (que se alimentam de sangue), mas como o homem foi contaminado, as autoridades de saúde ainda não revelaram.
O secretário de Saúde de Mantena disse que esteve reunido nesta segunda-feira, 17, com a Superintendência Regional de Saude (SRS/GV), a Secretaria Estadual de Saúde e, equipe municipal de Vigilância em Saúde (epidemiologia, ambiental e sanitária) e, de imediato tomaram as medidas para isolar a situação e proteger a população.
“O animal (bezerro) foi sacrificado e incinerado, todas as pessoas próximas do paciente estão sendo monitoradas e devidamente imunizadas. Não existe motivo para pânico, não existe necessidade de vacinação em massa. Como já dito, o caso foi isolado, tratado e todas as demais ações estão sendo devidamente tomadas por toda uma equipe acompanhada da Secretaria Estadual e Superintendência Regional de Saúde”, disse Ocimar Rufino em uma página nas redes sociais, mas sem dar mais detalhes.
De acordo com as autoridades, o paciente procurou atendimento médico, no dia 7 de abril, após apresentar confusão mental. Por causa da proximidade do município com o Estado capixaba, ele foi trazido de Mantena para o Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho (HDAMF), em Barra de São Francisco (ES) e na madrugada do domingo, 16, após a evolução do quadro, foi transferido para o CTI de uma unidade hospitalar em Serra (ES). O estado de saúde é considerado crítico.
Segundo o CIEVS-GV, parentes relataram que dias antes de manifestar os sintomas, o paciente teve contato com um bezerro que apresentava um comportamento atípico e excesso de salivação.
“O homem achou que o animal estava engasgado e introduziu as mãos/braço e antebraço em sua cavidade oral, na tentativa de desengasgá-lo. Dias depois, o mesmo apresentou piora do quadro e foi tomada a decisão de sacrificá-lo e incinerá-lo. Tal decisão foi tomada no intuito de evitar possível disseminação de doença a outros animas. Contudo, o homem não aventou a possibilidade de que poderia ser um quadro de raiva animal e deixou de procurar pelos serviços de saúde do município para profilaxia pós-exposição”, detalhou o relatório da CIEVS-GV.
O Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde de Governador Valadares (SRS-GV) reforçou a importância do comunicado no sentido de informar a população e levantar dados pertinentes sobre a situação, embora o caso ainda seja suspeito e exija a conclusão dos exames laboratoriais.
O órgão não informou o prazo previsto para o resultado do diagnóstico. Disse que segue os passos da nota técnica atualizada sobre o protocolo de profilaxia pré, pós e reexposição da raiva humana no Brasil e alertou para que ações preventivas sejam adotadas pela população. (Da Redação)






















