Foi com cerveja gelada (ou seria chopp?), desta vez no copo, bebendo e celebrando, que Eduardo Coudet foi visto no apito final, após o Atlético-MG ser campeão mineiro pela quarta vez consecutiva. Vitória de 2 x 0 diante do América-MG, um agregado de 5 x 2.
Chacho quer ficar, pediu desculpas, mas é algo ainda a ser confirmado. Uma fonte da direção disse ao site ge: “Vamos curtir o tetra por 24 horas, depois decidimos”. O órgão colegiado do clube, formado pela presidência e os chamados 4 R’s, ainda irão debater entre si sobre ficar ou não com Coudet, e depois cravar a situação.
O Galo tem prazo curto para festejar a conquista estadual, bem como definir se haverá ou não troca de técnico. A sensação, antes da final começar, era que Coudet poderia pedir a saída usando o título como um desfecho positivo. Mas ela mudou com a vitória, ainda que o clima não seja tão leve como já foi. Há rachaduras.

Coudet comemorou o título com largo sorriso, assim como seus auxiliares. É o primeiro troféu no futebol brasileiro. Para enfrentar o América, fez alterações, promoveu Igor Gomes como titular, manteve o trio de ataque Pavón – Hulk – Paulinho, ainda que o argentino seja um ala/meia. Tinha a faca e o queijo nas mãos.
No primeiro tempo, o Atlético pouco chegou, e Pavón estava sumido. Mas conseguiu se proteger bem. Foi numa jogada de cruzamento do argentino que Igor Gomes foi derrubado por Arthur. Pênalti marcado após consulta ao VAR. Hulk foi na bola e se redimiu do erro da ida. O atacante Paulinho quase ampliou (teve duas boas chances em cada tempo, mas Cavichioli venceu a disputa).
Diante de um time que tentou atacar porque precisava do resultado, o Atlético matou o jogo no contra-ataque, em linda jogada de Zaracho para Hulk, no segundo gol, mesmo com um homem a menos. Nesse ponto, um alerta: Otávio levou amarelo logo no começo, e poderia ter sido trocado por Battaglia. O volante argentino estreou (campeão), mas na vaga de Igor Gomes.
O meio seguia desprotegido, e a trave de Everson balançou na cabeçada americana no segundo tempo. Porém, não tinha mais como o América conseguir reverter o quadro. A Páscoa não estava para o Coelho. Até mesmo Wellington Paulista, que sempre vai bem nas cobranças, errou pênalti após falta de Mariano (também marcada via VAR). Everson defendeu a cobrança.
No fim, muita chuva, festa no gramado para familiares, convidados e afins, e ainda uma incerteza no ar se Chacho fica ou não. O Atlético topa liberá-lo da multa, e talvez o desejo do argentino em querer ficar – após se desculpar da explosiva entrevista – não seja suficiente. A hora é de comemorar, mas também será, logo mais, de tomar importantes decisões. Na quarta, o Galo estreia na Copa do Brasil contra o Brasil de Pelotas, no Mineirão. Chacho disse que lá estará, novamente. (Da Redação com ge)

























