Uma sessão solene no próximo dia 23 de março, às 19h, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, vai marcar as comemorações dos 91 anos da ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB-ES). A sessão foi convocada por iniciativa do deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e também conselheiro da Ordem.
Nas comemorações, o deputado vai homenagear ministros de cortes superiores e 30 personalidades capixabas do mundo do Direito com a Comenda Alexandre Martins, juiz assassinado há 20 anos, segundo apurações feitas pela Polícia, por sua atuação contra o crime organizado no Estado.
Vão participar da sessão solene também o ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o juiz paulista Richard Pae Kim, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça.
Segundo Mazinho dos Anjos, haverá uma homenagem especial não apenas a Sebastião Reis Júnior e Richard Kim, mas também ao ministro Luiz Fux, que presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2021 e 2022, e que chegará a Vitória às 21h30 do dia 23 para palestrar no dia seguinte nas comemorações promovidas pela OAB.
COMENDA
“Vamos homenagear personalidades que se destacaram no combate à corrupção e ao crime organizado no Espírito Santo, que foram marcas na breve carreira do juiz Alexandre Martins Filho até sua morte tão precoce”, disse o deputado Mazinho dos Anjos, que, na época do assassinato do juiz, em 2023, era seu aluno na Faculdade de Direito de Vitória (FDV), onde presidia o Diretório Central dos Estudantes da instituição.
Mazinho e o atual presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk, então presidente do Centro Acadêmico da FDV, promoveram manifestações e passeatas em Vitória cobrando providências das autoridades sobre o crime que vitimou o juiz Alexandre Martins Filho no dia 24 de março de 2003, em frente à academia de ginástica que frequentava em Vila Velha.
Nove dos acusados pela morte do juiz já foram a júri popular, sendo oito condenados. O julgamento dos três acusados pelo Ministério Público Estadual de serem mandantes do assassinato durou mais de 90 horas e sete dias de trabalho, em 2016. Foi um dos julgamentos mais longos da história do Judiciário capixaba.
Alexandre Martins Filho era juiz adjunto da 5ª Vara Crininal de Vitória e também atuava na Central de Inquéritos quando foi assassinado numa suposta tentativa de assalto. Martins fazia parte de um grupo especial que combatia o crime organizado no início do século XXI no Espírito Santo.
(Assessoria de Imprensa – Deputado Mazinho dos Anjos)





















