
O médico de Cabeça e Pescoço Hélio Emerich Neto, um dos poucos especialistas da área em atuação no Espírito Santo, em entrevista ao tribunanorteleste.com.br, informou que as doenças relacionadas à tireóide e paratireóide estão se avolumando na região e já há filas para mais de um ano, para realização de cirurgias.
Atuando na região Norte do Estado, desde São Mateus, no Hospital Roberto Silvares até Barra de São Francisco, onde atende pelo SUS, o médico faz um alerta para uma das doenças secundárias que tem causado muitas dores e outros problemas de saúde aos pacientes: A Síndrome de Eagle.
No final do mês passado ele realizou uma cirurgia para retirada do “processo estilóide”, um pequeno osso localizado logo abaixo da orelha e que, sofre um processo de alongamento, chamado Síndrome de Eagle.
“Esse osso pequeno pode causar muita dor decorrente de seu alongamento ou calcificação, comprimindo vasos ou nervos na área e resultando em inflamação. Os sintomas, geralmente são confundidos com outros doenças, mal diagnosticados e isso acaba agravando o problema”, relata o médico.

No caso do paciente operado em janeiro, no Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, ele observa que, nem mesmo com ordem da Defensoria Pública, ele conseguia ser operado. Ele estava esperando a cirurgia desde 2010, foi a Vitória, São Paulo e não conseguia operar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa cirurgia pode ser considerada uma das primeiras feitas no Estado.
“Felizmente, a cirurgia foi realizada com sucesso, o paciente está bem e se recuperando de forma muito satisfatória”, comemora o médico.

Diagnóstico da síndrome de Eagle
Em geral, o diagnóstico inclui um longo processo de avaliação para, em primeiro lugar, descartar problemas dentários ou de saúde. De acordo com o médico Hélio Emerich Neto, o diagnóstico pode incluir anestesia local, não apenas para aliviar a dor, mas também para verificar se outros fatores estão contribuindo para os sintomas.
Tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos
O médico decidirá qual o melhor método de tratamento, com base no caso específico e nível de dor do paciente. A prescrição de medicamentos, que podem incluir analgésicos, anticonvulsivantes, antidepressivos e outros analgésicos, como a gabapentina, é um caminho comum no tratamento não cirúrgico. O tratamento pode durar no mínimo três meses ou ser um tratamento contínuo para o controle da dor.
Se o tratamento não cirúrgico não estiver funcionando, o médico provavelmente recomendará esteroides, injeções para bloqueio da dor ou cirurgia para remover o osso. Depois da cirurgia, o médico receitará analgésicos e solicitará que o paciente retorne em sete dias para tirar os pontos.
É preciso tomar um cuidado especial na área da cirurgia. Converse com o médico para obter orientações sobre a escovação e o uso de um enxaguante bucal antibacteriano. (Da Redação)

























