
Somente nos dois primeiros dias de dezembro, já choveu na região de Cachoeirinha do Itaúnas, 120 mm, o que corresponde a mais da metade da média histórica de chuva para o mês, que é de 204 mm, segundo a Climatempo.
No entanto, a instabilidade climática dos últimos tempos tem levado a situações muito diferentes a cada ano. O subsecretário municipal de Agricultura, Carlos Rubens da Silva, o Carlim da Dengue, que mede a precipitação pluviométrica na região do médio Itaúnas, destaca que, em dezembro de 2020, choveu apenas 26 mm naquela região, contra 448 mm no ano passado e 120 mm nos primeiros dias deste ano.
A região do Itaúnas é uma das mais produtivas do município, regada pelo rio Itaúnas e seus afluentes e, desde a implantação da barragem Everaldo Bianquini, tem avançado na produção irrigada, mas o rio também é o que fornece a água para consumo humano, além da dessedentação dos animais.
Portanto, a medição dos volumes de chuva na região se reveste de grande importância para todo o município, particularmente para a sede, que é suscetível a enchentes provocadas pelo excesso de água no rio Itaúnas.
“O povo chama eu de bobo, por marcar (medir) chuva, mas eu gosto, pra depois comparar os meses e os anos”, conta Carlinhos, que tem dados preciosos sobre a chuva na região.
“Este ano, por exemplo, choveu 354 mm em novembro, enquanto no mesmo mês do ano passado, foram 121 mm. Já em dezembro deste ano começamos com 120 mm em dois dias, mas no ano passado choveu 448 mm no mês inteiro”, compara.

A pior enchente
Carlim relembra ainda a pior enchente dos últimos dez anos em Barra de São Francisco. A cheia dos rios Itaúnas e São Francisco, em 2013 para 2014, provocou inundações no centro de Barra de São Francisco com a água chegando até a praça central.
“Foi a pior enchente que já vi. Em dezembro daquele ano choveu 851 mm”, conta o agricultor. É mais de quatro vezes a média histórica de chuvas para dezembro.
Limpeza dos rios
Na sede do município, os rios já foram totalmente limpos pela Prefeitura de Barra de São Francisco e, na manhã desta sexta-feira, 1°, se encontravam bem ‘comportados’.
Na ponte do rio São Francisco, onde existem réguas de medição, o volume de água ainda não chegou a um metro, longe de ameaçar sair do leito.
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