
Foi enterrado neste domingo, 27, no município de Serra, na Grande Vitória, o corpo da quarta vítima do ataque a duas escolas de Aracruz, no Espírito Santo. A professora Flavia Merçon, 38 anos, trabalhava no mesmo colégio onde outras duas professoras também foram mortas.
A chacina chamou a atenção da mídia nacional e mundial. Uma equipe do Fantástico esteve na Escola Estadual Primo Bitti, a primeira atacada e conversou com testemunhas e vítimas.
Segundo a polícia, o adolescente (marginal, no texto do Fantástico) entrou pela lateral da escola, conseguiu arrombar dois portões até chegar na sala dos professores. Foram 30 tiros. O professor de filosofia Luiz Carlos Simoura quase foi baleado.
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Fantástico: O senhor ficou frente a frente com o atirador?
Professor: Fiquei. Fui o único que ficou de frente com ele.
Fantástico: Aquele tiro que pegou na parede, ele foi disparado em direção ao senhor?
Professor: Sim, ele deu aquele tiro para pegar em mim.
A notícia do ataque rapidamente se espalhou. Pais desesperados correram para a escola.
“Encontramos a população já ao redor da escola triste, aflita, apreensiva. Encontramos professores e alunos em pânico, mas encontramos também uma equipe muito competente, pensando todo o socorro, toda assistência à saúde dessas pessoas”, diz o delegado Leandro Sperandio.
Minutos depois do ataque à escola Primo Bitti, o criminoso seguiu para uma outra escola, particular, a pouco mais de um quilômetro dali. O assassino entrou pelo portão do Centro Educacional Praia de Coqueiral, o CEPC, e atirou primeiro contra a secretaria da unidade.
Selena Zagrillo, de apenas 12 anos, aluna do 6º ano, morreu dentro da escola.
“Perder um filho é uma dor que ninguém está preparado, nenhuma mãe, nenhum pai. Só Deus pra me dizer como que eu vou seguir, de agora em diante. A minha filha sempre foi luz e amor, e hoje eu perdi minha filha para o ódio”, desabafa Thaís Fantini, mãe de Selena.
O segunda estudante baleada dentro do centro educacional, segue internada e seu estado de saúde é estável.
Duas armas do pai do assassino foram usadas no ataque. Um símbolo nazista costurado na roupa usada no crime também chamou a atenção dos investigadores. O assassino, de 16 anos, vai responder por ato infracional semelhante aos crimes de nove tentativas de homicídio qualificado e quatro homicídios qualificados, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa das vítimas.
Por nota, a Polícia Militar informou que vai analisar a necessidade se abertura de procedimento administrativo disciplinar contra o policial militar, que é pai do assassino e dono das duas armas usadas no crime. (Da Redação com g1/Fantástico )
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