
A ômicron já é predominante no Brasil, sendo responsável por 96,16% das amostras sequenciadas de casos de Covid, segundo o Our World in Data. E três casos de uma nova variante do vírus, a BA.2, já foram identificadas pelas autoridades de saúde, sendo uma no Rio de Janeiro e duas em São Paulo.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia admitido, no mês de janeiro, que a variante ômicron já é prevalente no Brasil, contribuindo para o aumento de casos de Covid-19.
E, ao contrário dos antivacinas, que são poucos, mas barulhentos, o ministro confia exatamente na capacidade do SUS de vacinar a população como arma para evitar um caos no serviço público hospitalar.
“Infelizmente, ela [ômicron] já é prevalente aqui no Brasil, nós estamos assistindo o aumento de casos. E como em outros países que tem uma campanha forte como a nossa [de vacinação], a nossa expectativa é que não tenha um impacto em hospitalização e em óbitos”, disse.
CAMPANHA
O Ministério da Saúde comemora o fato de que esta já é a maior campanha de vacinação da história do País. De acordo com a pasta, nesta sexta-feira (4) a campanha atingiu a marca de mais de 431 milhões de doses distribuídas para todos os Estados e o Distrito Federal, sendo que 360 milhões já foram aplicados.
De acordo com o último levantamento feito pelo Ministério da Saúde, mais de 152 milhões de brasileiros acima de 12 anos estão com esquema vacinal completo, com as duas doses da vacina, o que representa 85% do público nesta faixa etária.
Em relação à dose de reforço, 41,2 milhões de brasileiros retornaram aos postos de vacinação para garantir a proteção, e cerca de 53 milhões devem retornar `ss unidades de saúde ainda em fevereiro para tomar a dose de reforço. O número é a soma do público-alvo referente a janeiro, que é de 32 milhões, e a fevereiro, que corresponde a 21 milhões de pessoas.
CONFIRMAÇÃO
De acordo com informação da Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde confirmou três casos da linhagem BA.2 da variante ômicron, por meio de nota.
“O Ministério da Saúde informa que o caso identificado no Rio de Janeiro não é o primeiro da subvariante no país. Outros dois casos da linhagem BA.2 da variante ômicron foram notificados pelo estado de São Paulo”, disse a nota.
À medida que os vírus se transformam em novas variantes, às vezes eles se dividem ou se ramificam em sub-linhagens. A mais comum até o momento da variante ômicron é a linhagem BA.1.
Agora, mais países, principalmente na Ásia e na Europa, estão registrando um aumento de casos causados pela BA.2. Até o momento, a BA.2 parece ser mais transmissível do que a BA.1 e mais capaz de infectar pessoas vacinadas, mostrou um estudo dinamarquês.
O estudo, que analisou infecções por coronavírus em mais de 8.500 lares dinamarqueses entre dezembro e janeiro, concluiu que as pessoas infectadas com a subvariante BA.2 tinham aproximadamente 33% mais chances de infectar outras pessoas, em comparação com as infectadas com BA.1.
No Brasil, o primeiro caso da variante ômicron foi anunciado em 30 de novembro. Já a primeira morte foi confirmada no dia 6 de janeiro pela Secretaria de Saúde da cidade de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiás.
O paciente, de 68 anos, era hipertenso e tinha doença pulmonar obstrutiva crônica. De acordo com a pasta, ele havia recebido três doses de vacina contra a Covid-19: duas no esquema primário e uma de reforço. (Da Redação com informações do Ministério da Saúde e da Folha de São Paulo)
Foto em destaque na capa: Walterson Rosa/Ministério da Saúde






















