Oito dos 27 senadores em fim de mandato (10% do total de 81 no Senado) não devem tentar a reeleição em outubro deste ano, segundo levantamento do g1 junto aos gabinetes dos parlamentares.
A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) está inclinada a disputar a reeleição ao Senado, mas ainda não declarou a intenção de participar das eleições, segundo o site da Globo.

De acordo com o levantamento, realizado nesta semana, a maioria dos senadores cujos mandatos estão terminando (15 dos 27) afirma que tentará se reeleger. Quatro ainda não decidiram. O senador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) no último dia 3 e o restante de mandato será cumprido pelo suplente Alexandre Silveira (PSD-MG).
Silveira é um ex-delegado de Polícia, comerciante e já cumpriu vários mandatos de deputado estadual e ocupou várias funções públicas, tanto na União, quanto no Estado de Minas de Gerais. Ele é um dos que poderão tentar a reeleição, com ao apoio do atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que desistiu de disputar a Presidência da República e articula sua recondução no comando da casa legislativa.
Confira os 27 senadores em fim de mandato
Mailza Gomes (PP-AC);
Fernando Collor (PROS-AL);
Omar Aziz (PSD-AM);
Davi Alcolumbre (DEM-AP);
Otto Alencar (PSDB-BA);
Tasso Jereissati (PSDB-CE);
José Reguffe (Podemos-DF);
Rose de Freitas (MDB-ES);
Luiz do Carmo (MDB-GO);
Roberto Rocha (PSDB-MA);
Antonio Anastasia (PSDB-MG);
Simone Tebet (MDB-MS);
Wellington Fagundes (PL-MT);
Paulo Rocha (PT-PA);
Nilda Gondim (MDB-PB);
Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE);
Elmano Férrer (PP-PI);
Álvaro Dias (Podemos-PR);
Romário (PL-RJ);
Jean Paul Prates (PT-RN);
Acir Gurgacz (PDT-RO);
Telmário Mota (PROS-RR);
Lasier Martins (Podemos-RS);
Dário Berger (MDB-SC);
Maria do Carmo Alves (DEM-SE);
José Serra (PSDB-SP);
Kátia Abreu (PP-TO).
O que faz um Senador?
Diferentemente da Câmara, os mandatos no Senado têm oito anos de duração. Mas as eleições para a Casa também ocorrem de quatro em quatro anos. A cada pleito, o Senado renova, alternadamente, um terço e dois terços dos 81 assentos.
Neste ano, a eleição será para um terço das cadeiras, uma de cada unidade da federação — ou seja, 27 vagas.
O sistema para a eleição no Senado é o majoritário — elege-se o candidato com maior número de votos em cada estado. Na Câmara, o sistema de escolha é o proporcional.
Desistiram
Dos oito senadores que não devem disputar a reeleição em 2022, quatro dizem que não concorrerão para o Senado nem para nenhum outro mandato: Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); Nilda Gondim (MDB-PB); e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Fernando Bezerra Coelho, ex-líder dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro no Senado, vai se dedicar à campanha do filho Miguel Coelho, atual prefeito de Petrolina (PE), ao governo de Pernambuco.
Ele renunciou à função de líder do governo Bolsonaro em dezembro passado, depois de tentar uma indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU) e ficar em último lugar na votação, com o apoio de somente sete colegas senadores.
De acordo com a assessoria de Maria do Carmo Alves, a senadora continuará atuando na política, mas não disputará um mandato eletivo.
Após um período de interinidade, Nilda Gondim assumiu, em fevereiro do ano passado, de forma definitiva a cadeira que ficou vaga com a morte por Covid-19 de José Maranhão (MDB-PB), de quem era suplente.
Mãe do também senador Veneziano Vital do Rêgo, a congressista deve atuar na possível campanha de Veneziano ao governo da Paraíba.
Ex-governador do Ceará por três vezes e, no segundo mandato como senador, Tasso Jereissati tem dito que não concorrerá nas eleições deste ano.
O tucano chegou a colocar o nome nas prévias do PSDB para tentar ser o candidato do partido à Presidência, mas desistiu em favor do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, posteriormente derrotado por João Doria, governador de São Paulo, nas prévias do PSDB.
No Ceará, o atual governador Camilo Santana (PT), adversário político de Tasso, é o principal nome na disputa ao Senado.
Deixarão o Senado
O levantamento verificou também que devem participar das eleições deste ano, mas em busca de outra função: Dário Berger (MDB-SC), que tentará o governo de Santa Catarina; Elmano Férrer (PP-PI), que concorrerá a uma cadeira na Câmara dos Deputados; e Simone Tebet (MDB-MS), atual pré-candidata do MDB à Presidência da República.
Paulo Rocha (PT-PA) não decidiu se disputará as eleições, mas o PT no Pará já definiu que o deputado federal Beto Faro (PT-PA) será o candidato da sigla ao Senado.
Ao g1, o senador Elmano Férrer explicou que a decisão de se lançar à Câmara dos Deputados faz parte de um arranjo dos partidos que fazem oposição ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Em pesquisas, o petista aparece como favorito à única vaga neste ano para o Senado pelo estado.
“A construção da minha candidatura foi discutida dentro desse processo, buscando uma composição que viabilize um projeto político com potencial para transformar o nosso estado. Há entendimento para a disputa de uma candidatura a deputado federal”, declarou Férrer.
Ainda não se decidiram
Rose de Freitas (MDB-ES) está inclinada a disputar a reeleição ao Senado, mas ainda não declarou a intenção de participar das eleições.
O veterano José Serra (PSDB-SP), que completa 80 anos em março, reassumiu o mandato nesta semana após uma licença para cuidar da saúde. Procurado pelo g1, o gabinete do senador informou que ele ainda não decidiu se disputará as eleições deste ano. Serra foi o autor original do PLS 261/2018, que resultou no novo Marco Legal das Ferrovias, que permite a construção de estradas de ferro mediante autorização, por conta e risco do empreendedor.
Reguffe (Pode-DF) tem cogitado a possibilidade de disputar o governo do Distrito Federal, mas ainda não decidiu se tentará o Executivo local ou se pleiteará mais oito anos no Senado.
Roberto Rocha (PSDB-MA) é o quarto senador em fim de mandato que, até o momento, não declarou se tentará a reeleição. (Da Redação com g1 Política)






















