O Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho (HDAMF), vem enfrentado uma forte demanda por atendimento a pacientes com síndrome gripal desde o final do ano passado e, na semana passada, metade dos pacientes que lá chegaram tinham quadro de síndrome gripal (veja mais informações abaixo).
Desde ontem, 4, a direção do hospital mudou os procedimentos de atendimentos aos pacientes, e passou a fazer a triagem de acordo com a classificação de risco internacional, utilizando pulseiras coloridas para o encaminhamento.
Em nota, a direção do hospital informou que os pacientes com sintomas graves de Covid e síndrome gripal, passam a ser atendidos no Pronto Socorro e os demais, na estrutura do prédio após a classificação de risco.
A enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente, Maria Elizia Lima, disse que, esta semana, os atendimentos estão ‘estáveis’, em relação à semana passada, o que significa que a procura por atendimentos relacionados à gripe ainda é forte e que a classificação de risco trará mais agilidade e tranquilidade aos profissionais e aos pacientes.
“Nós tínhamos a triagem, agora temos a classificação de risco, com pulseira, diferenciando a gravidade do paciente”, explica ela.

O que é classificação de risco?
A classificação de risco é utilizada no acolhimento hospitalar para fazer uma avaliação inicial do paciente e determinar se ele precisa de um atendimento mais urgente. Esse método permite saber a gravidade do estado de saúde dos pacientes, seu potencial de risco, o grau de sofrimento, entre outras informações.
Essa triagem é uma adaptação do método utilizado pelos militares americanos nas guerras do século XX. Dessa forma, as pessoas que estão em estados mais críticos e dependem de um atendimento para que não haja um agravamento de sua saúde podem ser acolhidas primeiro.
No Brasil, a classificação mais comum é o Protocolo de Manchester, que utiliza cinco cores para identificar o grau de cada paciente. Geralmente, elas são: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. A cor vermelha representa os casos mais graves, e a azul, os mais leves.
Essa identificação visual já é usada na maior parte dos equipamentos de saúde pelo mundo, como clínicas particulares e hospitais. Diversos fatores são levados em consideração para determinar a classificação de risco em cores, como dor, sinais vitais, pressão, sintomas, entre outros.
Qual a importância dessa classificação para o atendimento?
A classificação de risco hospitalar passou a ser adotada justamente para evitar que os pacientes mais graves tivessem que esperar mais pelo atendimento do que os casos mais leves. Assim, é possível evitar o agravamento do quadro de saúde, inclusive o falecimento de pessoas na fila de espera.
Além disso, com esse tipo de triagem, é possível evitar o congestionamento de pacientes nas salas de emergência dos hospitais. Dessa forma, as pessoas que estão aguardando também podem saber quanto tempo levará para serem atendidas.
Vale destacar que é preciso que os profissionais de saúde responsáveis pelas triagens estejam atentos tanto ao grau de sofrimento físico, quanto psíquico dos pacientes. Isso porque, muitas vezes, o usuário que chega ao acolhimento sem sinais visíveis de problemas físicos, mas muito angustiado, pode ter mais urgência no atendimento e um nível maior de risco e vulnerabilidade. (Da Redação)






















