O Espírito Santo é destaque nacional de eficiência, como campeão das finanças em ordem, Nota A em gestão fiscal, possui grande capacidade de investimentos e modelo de boa administração. Uma “ilha” dentro de um País com Estados correndo com pires na mão em busca de ajuda federal para não quebrarem.
O destaque é feito por O Globlo, em suas edições impressa e eletrônica desta segunda-feira (08.06), com o título ‘Governadores aumentam gastos, e estados devem somar déficit de R$ 6 bi no ano eleitoral’, mostrando que as contas públicas dos Estados brasileiros “se deterioram” em ano eleitoral.
De acordo com a reportagem, os Estados devem fechar 2026 com um déficit fiscal de R$ 6 bilhões, conforme projeções feitas pela XP Investimentos.
A mesma reportagem, no entanto, mostra que o Governo do Espírito Santo está na contramão da maioria dos entes federarativos e é o campeão no quesito finanças em ordem: Nota A em gestão fiscal, possui uma grande capacidade de investimento e é bem administrado.
A análise elogia as gestões de Renato Casagrande (PSB), governdor de 2011 a 2014 e de 2019 a abril de 2026, quando entregou o comando ao seu vice-governador Ricardo Ferraço para concorrer a uma vaga no Senado. Ricardo mantém o padrão e o ritmo de investimentos.
Segundo O Globo, de janeiro até abril de 2026, a despesa total dos Estados cresceu 6,5% acima da inflação, o dobro do aumento real (descontada a inflação) da arrecadação de impostos e outras receitas, que foi de 3,3% nesses quatro meses.
No mesmo período, o Espírito Santo registrou 6,6% de aumento da despesa acima da inflação. Entretanto, a receita aumentou 16,6%, o maior índice do Brasil, de acordo com XP Investimentos. Um saldo positivo de 10% entre aumento de despesa e de arrecadação.
A situação dos Estados não é homogênea, de acordo com o diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Marcus Pestana. Ele cita o exemplo de São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorre à reeleição, que tem endividamento alto, mas bom fluxo de caixa. É o Estado mais rico do País, com alta capacidade arrecadatória.
O Tesouro Nacional classifica os Estados com notas de A a D, para medir a capacidade de pagamento. No caso de São Paulo, a dívida está no grupo de Estados com nota C, mas na liquidez e na poupança, exibe nota B. Já o Rio Grande do Norte tem média C por problemas de fluxo de caixa, mesmo com um endividamento baixo.
Marcus Pestana destaca Estados com finanças em ordem. Segundo ele, o campeão, com nota A e grande capacidade de investimento, é o Espírito Santo, onde o atual overnador Ricardo Ferraço (MDB) é pré-candidato à reeleição.
Desde 2011, o Espírito Santo é Nota A na avaliação sobre a Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e também no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
O Estado capixaba é dono dos três melhores indicadores da capacidade de pagamento: endividamento, poupança corrente e liquidez relativa. Vale ressaltar que as contas públicas capixabas são bem avaliadas desde o primeiro mandato de Renato Casagrande, de 2011 ao final de 2014.
Além do Espírito Santo, que tem uma administração de excelência, o presidente da Inter.B Consultoriao, o economista Claudio Frischtak, cita Piauí, Sergipe e São Paulo como “razoavelmente bem administrados” do ponto de vista das contas públicas.
Na outra ponta, há um segundo grupo que, na avaliação dele, só não quebra de vez porque o Supremo Tribunal Federal (SFT) não deixa, concedendo liminares reiteradas que suspendem pagamentos e liberam os governos estaduais de abater suas dívidas com a União.
A trinca formada por Rio de Janeiro (onde o desembargador Ricardo Couto de Castro governa interinamente), Rio Grande do Sul (onde Eduardo Leite, PSD, encerra o segundo mandato) e Minas mostra dificuldade crônica para superar os apuros fiscais provocadas pela combinação de dívida alta e déficits orçamentários anuais. Minas Gerais, sob comando de Romeu Zema nos últimos oito anos, aumentou o seu endividamento.
“São Estados que, do ponto de vista fiscal, são fragilizados. Estão continuamente entrando em processo de repactuação da dívida com a União, como Rio, Minas e Rio Grande do Sul. São Estados com notas C e D no índice de capacidade de pagamento do Tesouro”, explica Frischtak. (Da Redação com O Globo e Blog do Elimar Côrtes)






















